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  • IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa terá lugar em Oé-Cusse Ambeno, Timor-Leste, em julho de 2027

    Sob o tema “A Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da lusofonia”, o evento já arrancou os trabalhos preparatórios com o lançamento oficial em Oé-Cusse e uma primeira missão institucional a Timor-Leste.

    A RedeLuso – Rede Lusófona de Educação Ambiental, em parceria com o Governo de Timor-Leste e a Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA), anuncia a realização do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, que decorrerá entre 26 e 30 de julho de 2027, em Oé-Cusse Ambeno. É a primeira vez que este congresso, um dos maiores encontros da lusofonia dedicados à Educação Ambiental, se realiza na Ásia, reconhecendo o percurso de Timor-Leste na promoção da Educação Ambiental, da proteção da biodiversidade e da valorização do património natural e cultural.

    “A candidatura de Timor-Leste foi recebida com um entusiasmo enorme por toda a comunidade lusófona”, afirma Joaquim Ramos Pinto, Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e Coordenador da RedeLuso.

    Um Congresso para construir pontes

    Vivemos um tempo marcado pela emergência climática, pela perda acelerada da biodiversidade e pelo aumento das desigualdades sociais. Neste contexto, o IX Congresso propõe-se afirmar a Educação Ambiental não apenas como um campo de conhecimento, mas como uma estratégia de transformação social, capaz de promover literacia ambiental, pensamento crítico e corresponsabilidade na construção de comunidades mais resilientes.

    O Congresso está estruturado em quatro eixos temáticos:

    • Educação Ambiental para a interculturalidade, a paz e os direitos humanos – valorizando os saberes tradicionais, ancestrais e locais em diálogo com o conhecimento científico.
    • Governança, participação e ecocidadania – destacando o papel da Educação Ambiental na formação de cidadãos informados e participativos, com particular enfoque no protagonismo dos jovens.
    • Educação Ambiental perante a policrise – reforçando a sua presença em todos os níveis de ensino, da infância ao ensino superior, face às múltiplas crises ambientais, climáticas, económicas e sociais.
    • Educação Ambiental para uma economia verde e azul – associando conservação da natureza, inovação e desenvolvimento, com destaque para os oceanos, a agricultura e o turismo responsável.

    Oé-Cusse Ambeno: um território símbolo

    A escolha de Oé-Cusse Ambeno para acolher o Congresso não é apenas geográfica, mas simbólica. Território especial de Timor-Leste, marcado por paisagens costeiras preservadas, forte identidade cultural e uma relação profundamente enraizada entre as comunidades e a natureza, Oé-Cusse oferece um cenário singular e autêntico para um encontro que pretende ir além da partilha científica, aproximando investigação, saberes locais, juventude e comunidades.

    Trabalhos preparatórios já em curso

    A preparação do IX Congresso está já em marcha, com um conjunto de iniciativas institucionais e de terreno desenvolvidas ao longo dos últimos meses:

    Visita institucional em Díli (21 de julho de 2026)

    Joaquim Ramos Pinto, Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e Coordenador da RedeLuso, reuniu-se em Díli com o Vice-Primeiro-Ministro, Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos e Ministro do Turismo e Ambiente de Timor-Leste, Francisco Kalbuadi Lay. O encontro centrou-se na definição das linhas de ação da programação científica, social e cultural do Congresso e na articulação entre os parceiros nacionais e internacionais da RedeLuso, tendo ainda lançado o desafio de dar início ao processo de elaboração da Estratégia Nacional de Educação Ambiental de Timor-Leste.

    Lançamento oficial em Oé-Cusse (23 de julho de 2026)

    O lançamento oficial do IX Congresso realizou-se no Salão de Convenções 1 de Maio, em Palaban, Oé-Cusse, reunindo Joaquim Ramos Pinto (ASPEA/RedeLuso), Virgílio Smith, Presidente da Comissão Nacional do Congresso, e Régio Servantes Roméia da Cruz Salu, Presidente da Autoridade da RAEOA e da Comissão Local de Oé-Cusse. Na ocasião, ficou estabelecido um comité de coordenação local, liderado pela própria Autoridade da RAEOA, para articular o trabalho conjunto com a Comissão Nacional rumo a 2027.

    Primeira missão a Timor-Leste (julho de 2026)

    Uma equipa da organização realizou uma primeira missão de terreno a Timor-Leste, com passagem por Díli, Ermera e Oé-Cusse Ambeno. Em Díli, foram estabelecidos contactos com responsáveis governamentais, universidades e organizações da sociedade civil. Em Ermera, a missão conheceu experiências comunitárias de reflorestação, agricultura familiar e produção de café. Em Oé-Cusse, foram visitadas comunidades e sucos, com registo de saberes e práticas ligadas à agricultura, pesca, cerâmica, tecelagem de tais e valorização das tradições ancestrais – experiências que poderão vir a integrar o programa do Congresso.

    Segundo a organização, esta primeira missão permitiu identificar parceiros locais e começar a desenhar um congresso concebido não apenas como um espaço científico, mas também comunitário, cultural e político, em diálogo direto com os territórios.

    Participação e datas a reter

    As inscrições para o IX Congresso já se encontram abertas e podem ser efetuadas preenchendo o formulário de inscrição.

    A organização recorda também as datas-chave para quem pretenda submeter trabalhos:

    • Submissão de resumos (propostas de dinamização de atividades, comunicações orais e pósteres): até 15 de setembro de 2026. A submissão de resumos deverá ser efetuada através do respetivo formulário.
    • Avaliação dos resumos pela Comissão Científica: de 16 de setembro a 30 de outubro de 2026.
    • Apresentação dos trabalhos aprovados, com inscrição obrigatória dos proponentes: até 15 de dezembro de 2026.

    “Este Congresso vai permitir que os países da CPLP conheçam mais de perto os últimos vinte e cinco anos de trabalho na construção de políticas públicas, programas educativos e projetos de Educação Ambiental, abrindo também novas oportunidades de cooperação entre instituições, investigadores, educadores e organizações da sociedade civil”, sublinha Joaquim Ramos Pinto.

    Sobre o Congresso e a RedeLuso

    O Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa é um evento promovido pela RedeLuso que reúne, a cada edição, investigadores, educadores, decisores políticos e organizações da sociedade civil dos países e comunidades de língua portuguesa, com o objetivo de partilhar conhecimento e fortalecer a cooperação em torno da Educação Ambiental. A oitava edição realizou-se em Manaus, no Brasil, em 2025, tendo sido nessa sessão de encerramento confirmada a candidatura de Timor-Leste para acolher a nona edição.

    IMAGENS –  COMUNICADO DE IMPRENSA – 15/06/2026

    CONTACTOS PARA A IMPRENSA

    E-mail: ealusofono2027@ealusofono.org
    Site oficial: www.ealusofono.org
    Formulário de inscrição: disponível em www.ealusofono.org
    Formulário de submissão de resumos: disponível em www.ealusofono.org
    Redes sociais: Instagram @congressoea · Facebook /IXcongressoEA · YouTube @ealusofono

    Para acompanhar atualizações oficiais sobre esta iniciativa e o desenvolvimento do Congresso, consulte:

  • 1.ª Missão a Timor-Leste | A caminho do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da Lusofonia

    1.ª Missão a Timor-Leste | A caminho do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da Lusofonia

    A missão foi muito mais do que uma visita de preparação logística: foi um primeiro contacto territorial, institucional, académico e comunitário com vista a construir um congresso participado a partir do envolvimento de todos os atores sociais e das comunidades. A própria organização apresenta o congresso como um espaço de cooperação, interculturalidade, paz e sustentabilidade.

    Regresso de Timor-Leste com a convicção reforçada de que o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa começa muito antes de 2027.

    A primeira missão de preparação foi, sobretudo, uma oportunidade para escutar, conhecer territórios, aproximar pessoas e instituições e começar a construir, em conjunto, um congresso com identidade timorense e dimensão lusófona.

    Em Díli, realizámos encontros com responsáveis governamentais, universidades, instituições públicas, organizações da sociedade civil e parceiros locais, procurando articular as dimensões científica, política, social, comunitária e cultural do Congresso. Falámos da importância de envolver universidades públicas e privadas, institutos, investigadores, organizações juvenis, comunidades e autoridades locais, criando espaços de diálogo, mesas-redondas, levantamento de investigação e partilha de experiências.

    A preparação do Congresso passa também pela criação de oportunidades de cooperação e aprendizagem entre investigadores, educadores ambientais, organizações e comunidades, fortalecendo a Rede Lusófona de Educação Ambiental como espaço de diálogo e ação coletiva.

    Em Ermera, conhecemos experiências comunitárias de educação ambiental, reflorestação, limpeza, agricultura familiar, produção e transformação do café e iniciativas com jovens. Encontrámos também projetos ligados à agroecologia, nutrição e empreendedorismo socioambiental. São experiências que mostram o enorme potencial de Timor-Leste para cruzar educação ambiental, desenvolvimento local, economia social, agricultura familiar e ecoturismo comunitário.

    Mas foi em Oé-Cusse Ambeno que sentimos de forma particularmente forte o significado deste Congresso. Percorremos comunidades e sucos, conhecemos líderes locais, agricultores, artesãos, professores, jovens e representantes das estruturas administrativas. Escutámos histórias, tradições e projetos ligados à agricultura, pesca, pecuária, floresta, compostagem, cestaria, cerâmica, tecelagem de tais, culinária tradicional, música, dança e valorização dos saberes ancestrais.

    Conhecemos também viveiros, escolas, iniciativas de agricultura familiar e experiências comunitárias que poderão vir a integrar o programa do Congresso. Em cada comunidade encontrámos uma possibilidade de aprendizagem. O Congresso não deverá apenas levar conhecimento às comunidades; deverá, sobretudo, aprender com elas.

    É esta visão que queremos ajudar a construir: um congresso científico, mas também social, comunitário, cultural e político; um espaço onde a investigação dialogue com os saberes locais, onde a juventude tenha voz, onde as universidades encontrem as comunidades e onde a Educação Ambiental seja entendida como instrumento de cidadania, participação, sustentabilidade e transformação social.

    A escolha de Oé-Cusse não é apenas geográfica. É simbólica. É um território marcado pela história, pela diversidade cultural, pela relação com a natureza e por uma forte identidade comunitária. É, por isso, um território particularmente inspirador para tecer e fortalecer laços de interculturalidade, paz, sustentabilidade e cooperação entre os povos da lusofonia.

    Esta primeira missão permitiu começar a desenhar caminhos, identificar parceiros e perceber a riqueza das experiências que poderão dar vida ao IX Congresso. Agora começa uma nova etapa: transformar encontros em redes, ideias em projetos e comunidades em protagonistas. Educação Ambiental a tecer laços entre pessoas, territórios e culturas.

    Para acompanhar atualizações oficiais sobre esta iniciativa e o desenvolvimento do Congresso, consulte:

  • Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental e Coordenador da REDELUSO, em conjunto com o Governo de Timor‑Leste, lança o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP, que terá lugar em julho de 2027

    Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental e Coordenador da REDELUSO, em conjunto com o Governo de Timor‑Leste, lança o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP, que terá lugar em julho de 2027

    Oe‑Cusse, quinta‑feira, 23 de julho de 2026.

    O Magnífico Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), Dr. Joaquim Ramos Pinto, juntamente com Sua Excelência Virgílio Smith, Presidente da Comissão Nacional do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP, e Sua Excelência Régio Servantes Roméia da Cruz Salu, Presidente da Comissão Local de Oe‑Cusse, bem como outras autoridades, realizaram o lançamento oficial do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP 2027, no Salão de Convenções 1 de Maio, em Palaban.

    O IX Congresso Internacional de Educação Ambiental CPLP terá lugar em julho de 2027 e será sediado em Oé-cusse.
    O tema do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental CPLP 2027 é “Educação Ambiental para fortalecer os laços interculturais em prol da paz, da sustentabilidade e da cooperação entre os povos do mundo lusófono”.

    Sua Excelência o Presidente da Autoridade da RAEOA, também Presidente da Comissão Local de Oe‑Cusse, Régio Servantes Roméia da Cruz Salu, teve a honra de dar as boas‑vindas ao Magnífico Presidente da ASPEA e Coordenador da REDELUSO, Joaquim Ramos Pinto, juntamente com Sua Excelência Virgílio Smith, Presidente da Comissão Nacional do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental, e toda a equipa de dirigentes que se deslocou a Oe‑Cusse para trabalhar na preparação conjunta com a Comissão Local da RAEOA para o congresso internacional que se realizará em julho do próximo ano.

    O IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP será um sucesso memorável em Timor-Leste, especialmente em Oé-cusse e junto do povo de Atoni Ambeno.

    O presidente da Comissão Nacional para o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental CPLP, Virgílio Smith, afirmou que, com os esforços e a disponibilidade do presidente da Autoridade RAEOA e de todos os dirigentes, foi possível estabelecer na semana passada um comité de coordenação local em Oé-cusse, liderado pelo próprio presidente da Autoridade RAEOA.

    “Viemos com a equipa da Comissão Nacional de Coordenação, com a equipa de todas as comissões de trabalho, para interagir com a equipa do comité local de Oé-cusse, a fim de coordenar melhor os serviços para todos nós”, disse o presidente da Comissão Nacional para o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental CPLP, Virgílio Smith.

    Gabinete de Imprensa da RAEOA.

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  • A Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da Lusofonia

    A Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da Lusofonia

    Diz-se que cultura e natureza são dois lados da mesma moeda, como interculturalidade e sustentabilidade. Essa crença ignora que natureza e sustentabilidade também são artefatos culturais. A criação no Ocidente da dualidade entre cultura e natureza tem sido uma ferramenta ideológica indispensável na tentativa de desconectar a espécie humana das determinações derivadas de sua animalidade; ou seja, para aliená-lo de suas condições de ecodependência e interdependência.

    Uma Educação Ambiental para a sustentabilidade em uma perspectiva intercultural implica, portanto, aceitar que existem diferentes formas de entender o lugar da nossa espécie na biosfera. Envolve abrir um processo dialógico para explorar alternativas que nos permitam superar o choque traumático da sociedade de mercado global contra os limites da biosfera. Implica reconhecer que existem outras formas culturais de colocar os seres humanos no mundo, maneiras que podem conter as chaves para reagir à nossa atual incapacidade de satisfazer as necessidades humanas com dignidade e sem ultrapassar os limites da biosfera.

    Essa reflexão marca o campo de atuação para o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, concebido como um espaço de diálogo para explorar e reconhecer a sociodiversidade da Lusofonia. Uma abordagem intercultural para a Educação Ambiental é agora mais necessária diante da necessidade de articular formas de governança global que permitam enfrentar a crise civilizacional em que estamos imersos com critérios de respeito à diversidade, à equidade e à justiça ambiental.

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  • Visita de cortesia com Exmº Vice-Primeiro Ministro de Timor-Leste, em Díli, reforça cooperação para 2027

    Visita de cortesia com Exmº Vice-Primeiro Ministro de Timor-Leste, em Díli, reforça cooperação para 2027

    No dia 21 de julho de 2026 realizou-se, em Díli, uma visita de cortesia entre Joaquim Ramos Pinto, Presidente da ASPEA e Coordenador da REDELUSO, e o Vice-Primeiro-Ministro, Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos e Ministro do Turismo e Ambiente de Timor-Leste, Francisco Kalbuadi Lay. O encontro centrou-se nos preparativos do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa (CPLP), que Timor-Leste irá acolher em Oé-Cusse, de 26 a 30 de julho de 2027, com o tema “Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da lusofonia”.

    Na qualidade de Presidente da ASPEA e Coordenador da REDELUSO, Joaquim Ramos Pinto reuniu com as autoridades timorenses para consolidar a cooperação institucional, alinhar prioridades estratégicas e acelerar o calendário de trabalho rumo a 2027. Em destaque estiveram temas como:

    • Definição de linhas de ação para a programação científica, social e cultural do Congresso, com enfoque em quatro eixos temáticos;
    • Articulação entre parceiros nacionais e internacionais da RedeLuso para garantir um evento inclusivo, intercultural e transformador;
    • Logística e organização em Oé-Cusse, reforçando a escolha da região como símbolo dos laços históricos e do compromisso de Timor-Leste com a educação ambiental.

    O encontro serviu, ainda, para lançar o desafio ao Exmº Sr Vice-Primeiro Ministro ´para iniciar o processo político de elaboração e implementação da Estratégia Nacional de Educação Ambiental e convocar todos os ministros e ministras congéneres para participarem neste grande evento de forma a reforçar as políticas de Educação Ambiental.

    E assim é reforçada a trajetória iniciada após a confirmação, na sessão de encerramento do VIII Congresso (Manaus, 2025), de que Timor-Leste seria o anfitrião da nona edição em 2027.

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  • Timor-Leste: onde a Educação Ambiental une povos, culturas para inspirar o futuro

    Timor-Leste: onde a Educação Ambiental une povos, culturas para inspirar o futuro

    Há lugares que, pela sua história, diversidade cultural e relação profunda com a natureza, se transformam em símbolos de esperança. Timor-Leste é um desses lugares. Em 2027, será o palco do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, acolhendo participantes provenientes de vários continentes para um encontro que pretende ir muito além da partilha de experiências: será um espaço de construção de pontes, de fortalecimento da cooperação e de renovação do compromisso coletivo com a sustentabilidade do Planeta.

    A escolha de Timor-Leste para acolher este Congresso representa o reconhecimento do percurso que o país tem vindo a construir na promoção da Educação Ambiental, da proteção da biodiversidade, da adaptação às alterações climáticas e da valorização dos seus patrimónios natural e cultural. É também uma oportunidade para dar a conhecer uma realidade que continua a surpreender muitos dos países da lusofonia, revelando a riqueza de um território onde diferentes culturas convivem e onde a relação entre as comunidades e a natureza continua profundamente enraizada.

    Foi precisamente este significado que Joaquim Ramos Pinto, Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e coordenador da REDELUSO, destacou ao recordar que a candidatura de Timor-Leste foi recebida com enorme entusiasmo pela comunidade lusófona. Segundo o responsável, o Congresso permitirá que os países da CPLP conheçam mais de perto o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos vinte e cinco anos na construção de políticas públicas, programas educativos e projetos de Educação Ambiental, promovendo, simultaneamente, novas oportunidades de cooperação entre instituições, investigadores, educadores e organizações da sociedade civil.

    Para Elisa Luísa Pereira, responsável nacional pela Educação Ambiental em Timor-Leste, este Congresso traduz igualmente o forte compromisso do país com a construção de um futuro ambientalmente mais responsável e socialmente justo. A Educação Ambiental, afirma, constitui um instrumento essencial para enfrentar as alterações climáticas, conservar a biodiversidade, formar cidadãos e profissionais mais conscientes e reforçar a cooperação entre os povos. O objetivo é claro: organizar um Congresso participativo, inclusivo, intercultural e transformador, capaz de fortalecer os laços de amizade que unem as comunidades lusófonas.

    Um Congresso para construir pontes

    O tema central do Congresso — “A Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da lusofonia” — constitui um verdadeiro convite à ação coletiva.

    Vivemos um tempo marcado pela emergência climática, pela perda acelerada da biodiversidade, pelo aumento das desigualdades sociais e por conflitos que desafiam diariamente a capacidade das sociedades construírem respostas comuns. Neste contexto, a Educação Ambiental deixa de ser apenas uma área do conhecimento para afirmar-se como uma estratégia de transformação social, capaz de promover literacia ambiental, pensamento crítico, participação cidadã e corresponsabilidade na construção de comunidades mais resilientes.

    Ao realizar-se em Timor-Leste, este Congresso ganha uma dimensão simbólica particularmente relevante. Situado na Ásia e profundamente ligado à história da lusofonia, o país recorda-nos que a língua portuguesa constitui muito mais do que um património linguístico: representa uma comunidade de povos diversos, unidos pela vontade de cooperar, aprender em conjunto e construir soluções comuns para os desafios do planeta.

    Educação Ambiental para a interculturalidade, a paz e os direitos humanos

    O primeiro eixo temático coloca a interculturalidade no centro da Educação Ambiental. Num mundo onde coexistem diferentes formas de conhecer, viver e cuidar da natureza, torna-se indispensável reconhecer o valor dos saberes tradicionais, ancestrais e locais, colocando-os em diálogo com o conhecimento científico.

    Construir uma cultura de paz significa também aprender a respeitar a diversidade, promover os direitos humanos, combater todas as formas de exclusão e criar espaços onde diferentes comunidades possam aprender umas com as outras. A Educação Ambiental torna-se, assim, uma linguagem comum capaz de aproximar povos e fortalecer relações de cooperação baseadas no respeito mútuo.

    Governança, participação e ecocidadania

    Nenhuma transformação socioambiental será possível sem cidadãos informados, participativos e comprometidos com os seus territórios. O segundo eixo destaca precisamente a importância da Educação Ambiental como fundamento da ecocidadania e da governança democrática.

    Valorizar os ecossistemas, conservar a biodiversidade, proteger os recursos naturais e envolver as comunidades nas decisões ambientais constitui uma condição indispensável para sociedades mais justas e resilientes. Neste processo, os jovens assumem um papel particularmente relevante como protagonistas da mudança, desafiando instituições e comunidades a construir novos caminhos para uma cultura de sustentabilidade dos nossos territórios.

    Educação Ambiental perante a policrise

    As múltiplas crises que caracterizam o nosso tempo — ambientais, climáticas, económicas, sociais e sanitárias — exigem uma resposta educativa integrada. O terceiro eixo propõe reforçar a presença da Educação Ambiental em todos os níveis de ensino, desde a infância até ao ensino superior, articulando conhecimento científico, aprendizagem prática e participação comunitária.

    Mais do que transmitir informação, importa formar cidadãos capazes de compreender a complexidade do mundo, desenvolver espírito crítico, agir de forma solidária e contribuir para soluções ambientalmente responsáveis e socialmente justas nos seus contextos de vida.

    Educação Ambiental para uma economia verde e azul

    O quarto eixo evidencia que não haverá um verdadeiro desenvolvimento económico sem uma sólida política de Educação Ambiental. A valorização dos recursos locais, da biodiversidade, dos oceanos, da agricultura, da água, do turismo responsável e das infraestruturas verdes e azuis exige cidadãos preparados para conciliar conservação da natureza, inovação e desenvolvimento.

    A Educação Ambiental constitui, por isso, um investimento estratégico na construção de economias mais resilientes, inclusivas e comprometidas com o bem-estar das gerações presentes e futuras.

    Um encontro para inspirar o futuro

    Mais do que um congresso científico, o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa pretende afirmar-se como um movimento de cooperação entre povos que acreditam que a educação continua a ser o caminho mais sólido para transformar a relação da humanidade com o planeta.

    Em Timor-Leste, onde culturas, histórias e paisagens se encontram, a comunidade lusófona volta a reunir-se para renovar um compromisso que ultrapassa fronteiras: aprender em conjunto, valorizar a diversidade, fortalecer a amizade entre os povos e construir respostas comuns para os desafios ambientais do nosso tempo.

    Porque cuidar da Terra é também cuidar das pessoas. E porque cada comunidade, cada cultura e cada território têm um conhecimento único a oferecer, o IX Congresso convida todos a tecer novos laços de interculturalidade, paz, sustentabilidade e cooperação, afirmando a Educação Ambiental como uma das mais poderosas forças de transformação para o futuro da lusofonia.

    Para acompanhar atualizações oficiais sobre esta iniciativa e o desenvolvimento do Congresso, consulte:

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