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  • 1.ª Missão a Timor-Leste | A caminho do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da Lusofonia

    1.ª Missão a Timor-Leste | A caminho do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da Lusofonia

    A missão foi muito mais do que uma visita de preparação logística: foi um primeiro contacto territorial, institucional, académico e comunitário com vista a construir um congresso participado a partir do envolvimento de todos os atores sociais e das comunidades. A própria organização apresenta o congresso como um espaço de cooperação, interculturalidade, paz e sustentabilidade.

    Regresso de Timor-Leste com a convicção reforçada de que o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa começa muito antes de 2027.

    A primeira missão de preparação foi, sobretudo, uma oportunidade para escutar, conhecer territórios, aproximar pessoas e instituições e começar a construir, em conjunto, um congresso com identidade timorense e dimensão lusófona.

    Em Díli, realizámos encontros com responsáveis governamentais, universidades, instituições públicas, organizações da sociedade civil e parceiros locais, procurando articular as dimensões científica, política, social, comunitária e cultural do Congresso. Falámos da importância de envolver universidades públicas e privadas, institutos, investigadores, organizações juvenis, comunidades e autoridades locais, criando espaços de diálogo, mesas-redondas, levantamento de investigação e partilha de experiências.

    A preparação do Congresso passa também pela criação de oportunidades de cooperação e aprendizagem entre investigadores, educadores ambientais, organizações e comunidades, fortalecendo a Rede Lusófona de Educação Ambiental como espaço de diálogo e ação coletiva.

    Em Ermera, conhecemos experiências comunitárias de educação ambiental, reflorestação, limpeza, agricultura familiar, produção e transformação do café e iniciativas com jovens. Encontrámos também projetos ligados à agroecologia, nutrição e empreendedorismo socioambiental. São experiências que mostram o enorme potencial de Timor-Leste para cruzar educação ambiental, desenvolvimento local, economia social, agricultura familiar e ecoturismo comunitário.

    Mas foi em Oé-Cusse Ambeno que sentimos de forma particularmente forte o significado deste Congresso. Percorremos comunidades e sucos, conhecemos líderes locais, agricultores, artesãos, professores, jovens e representantes das estruturas administrativas. Escutámos histórias, tradições e projetos ligados à agricultura, pesca, pecuária, floresta, compostagem, cestaria, cerâmica, tecelagem de tais, culinária tradicional, música, dança e valorização dos saberes ancestrais.

    Conhecemos também viveiros, escolas, iniciativas de agricultura familiar e experiências comunitárias que poderão vir a integrar o programa do Congresso. Em cada comunidade encontrámos uma possibilidade de aprendizagem. O Congresso não deverá apenas levar conhecimento às comunidades; deverá, sobretudo, aprender com elas.

    É esta visão que queremos ajudar a construir: um congresso científico, mas também social, comunitário, cultural e político; um espaço onde a investigação dialogue com os saberes locais, onde a juventude tenha voz, onde as universidades encontrem as comunidades e onde a Educação Ambiental seja entendida como instrumento de cidadania, participação, sustentabilidade e transformação social.

    A escolha de Oé-Cusse não é apenas geográfica. É simbólica. É um território marcado pela história, pela diversidade cultural, pela relação com a natureza e por uma forte identidade comunitária. É, por isso, um território particularmente inspirador para tecer e fortalecer laços de interculturalidade, paz, sustentabilidade e cooperação entre os povos da lusofonia.

    Esta primeira missão permitiu começar a desenhar caminhos, identificar parceiros e perceber a riqueza das experiências que poderão dar vida ao IX Congresso. Agora começa uma nova etapa: transformar encontros em redes, ideias em projetos e comunidades em protagonistas. Educação Ambiental a tecer laços entre pessoas, territórios e culturas.

    Para acompanhar atualizações oficiais sobre esta iniciativa e o desenvolvimento do Congresso, consulte:

  • Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental e Coordenador da REDELUSO, em conjunto com o Governo de Timor‑Leste, lança o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP, que terá lugar em julho de 2027

    Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental e Coordenador da REDELUSO, em conjunto com o Governo de Timor‑Leste, lança o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP, que terá lugar em julho de 2027

    Oe‑Cusse, quinta‑feira, 23 de julho de 2026.

    O Magnífico Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), Dr. Joaquim Ramos Pinto, juntamente com Sua Excelência Virgílio Smith, Presidente da Comissão Nacional do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP, e Sua Excelência Régio Servantes Roméia da Cruz Salu, Presidente da Comissão Local de Oe‑Cusse, bem como outras autoridades, realizaram o lançamento oficial do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP 2027, no Salão de Convenções 1 de Maio, em Palaban.

    O IX Congresso Internacional de Educação Ambiental CPLP terá lugar em julho de 2027 e será sediado em Oé-cusse.
    O tema do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental CPLP 2027 é “Educação Ambiental para fortalecer os laços interculturais em prol da paz, da sustentabilidade e da cooperação entre os povos do mundo lusófono”.

    Sua Excelência o Presidente da Autoridade da RAEOA, também Presidente da Comissão Local de Oe‑Cusse, Régio Servantes Roméia da Cruz Salu, teve a honra de dar as boas‑vindas ao Magnífico Presidente da ASPEA e Coordenador da REDELUSO, Joaquim Ramos Pinto, juntamente com Sua Excelência Virgílio Smith, Presidente da Comissão Nacional do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental, e toda a equipa de dirigentes que se deslocou a Oe‑Cusse para trabalhar na preparação conjunta com a Comissão Local da RAEOA para o congresso internacional que se realizará em julho do próximo ano.

    O IX Congresso Internacional de Educação Ambiental da CPLP será um sucesso memorável em Timor-Leste, especialmente em Oé-cusse e junto do povo de Atoni Ambeno.

    O presidente da Comissão Nacional para o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental CPLP, Virgílio Smith, afirmou que, com os esforços e a disponibilidade do presidente da Autoridade RAEOA e de todos os dirigentes, foi possível estabelecer na semana passada um comité de coordenação local em Oé-cusse, liderado pelo próprio presidente da Autoridade RAEOA.

    “Viemos com a equipa da Comissão Nacional de Coordenação, com a equipa de todas as comissões de trabalho, para interagir com a equipa do comité local de Oé-cusse, a fim de coordenar melhor os serviços para todos nós”, disse o presidente da Comissão Nacional para o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental CPLP, Virgílio Smith.

    Gabinete de Imprensa da RAEOA.

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  • A Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da Lusofonia

    A Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da Lusofonia

    Diz-se que cultura e natureza são dois lados da mesma moeda, como interculturalidade e sustentabilidade. Essa crença ignora que natureza e sustentabilidade também são artefatos culturais. A criação no Ocidente da dualidade entre cultura e natureza tem sido uma ferramenta ideológica indispensável na tentativa de desconectar a espécie humana das determinações derivadas de sua animalidade; ou seja, para aliená-lo de suas condições de ecodependência e interdependência.

    Uma Educação Ambiental para a sustentabilidade em uma perspectiva intercultural implica, portanto, aceitar que existem diferentes formas de entender o lugar da nossa espécie na biosfera. Envolve abrir um processo dialógico para explorar alternativas que nos permitam superar o choque traumático da sociedade de mercado global contra os limites da biosfera. Implica reconhecer que existem outras formas culturais de colocar os seres humanos no mundo, maneiras que podem conter as chaves para reagir à nossa atual incapacidade de satisfazer as necessidades humanas com dignidade e sem ultrapassar os limites da biosfera.

    Essa reflexão marca o campo de atuação para o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, concebido como um espaço de diálogo para explorar e reconhecer a sociodiversidade da Lusofonia. Uma abordagem intercultural para a Educação Ambiental é agora mais necessária diante da necessidade de articular formas de governança global que permitam enfrentar a crise civilizacional em que estamos imersos com critérios de respeito à diversidade, à equidade e à justiça ambiental.

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  • Visita de cortesia com Exmº Vice-Primeiro Ministro de Timor-Leste, em Díli, reforça cooperação para 2027

    Visita de cortesia com Exmº Vice-Primeiro Ministro de Timor-Leste, em Díli, reforça cooperação para 2027

    No dia 21 de julho de 2026 realizou-se, em Díli, uma visita de cortesia entre Joaquim Ramos Pinto, Presidente da ASPEA e Coordenador da REDELUSO, e o Vice-Primeiro-Ministro, Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos e Ministro do Turismo e Ambiente de Timor-Leste, Francisco Kalbuadi Lay. O encontro centrou-se nos preparativos do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa (CPLP), que Timor-Leste irá acolher em Oé-Cusse, de 26 a 30 de julho de 2027, com o tema “Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da lusofonia”.

    Na qualidade de Presidente da ASPEA e Coordenador da REDELUSO, Joaquim Ramos Pinto reuniu com as autoridades timorenses para consolidar a cooperação institucional, alinhar prioridades estratégicas e acelerar o calendário de trabalho rumo a 2027. Em destaque estiveram temas como:

    • Definição de linhas de ação para a programação científica, social e cultural do Congresso, com enfoque em quatro eixos temáticos;
    • Articulação entre parceiros nacionais e internacionais da RedeLuso para garantir um evento inclusivo, intercultural e transformador;
    • Logística e organização em Oé-Cusse, reforçando a escolha da região como símbolo dos laços históricos e do compromisso de Timor-Leste com a educação ambiental.

    O encontro serviu, ainda, para lançar o desafio ao Exmº Sr Vice-Primeiro Ministro ´para iniciar o processo político de elaboração e implementação da Estratégia Nacional de Educação Ambiental e convocar todos os ministros e ministras congéneres para participarem neste grande evento de forma a reforçar as políticas de Educação Ambiental.

    E assim é reforçada a trajetória iniciada após a confirmação, na sessão de encerramento do VIII Congresso (Manaus, 2025), de que Timor-Leste seria o anfitrião da nona edição em 2027.

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  • Timor-Leste: onde a Educação Ambiental une povos, culturas para inspirar o futuro

    Timor-Leste: onde a Educação Ambiental une povos, culturas para inspirar o futuro

    Há lugares que, pela sua história, diversidade cultural e relação profunda com a natureza, se transformam em símbolos de esperança. Timor-Leste é um desses lugares. Em 2027, será o palco do IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, acolhendo participantes provenientes de vários continentes para um encontro que pretende ir muito além da partilha de experiências: será um espaço de construção de pontes, de fortalecimento da cooperação e de renovação do compromisso coletivo com a sustentabilidade do Planeta.

    A escolha de Timor-Leste para acolher este Congresso representa o reconhecimento do percurso que o país tem vindo a construir na promoção da Educação Ambiental, da proteção da biodiversidade, da adaptação às alterações climáticas e da valorização dos seus patrimónios natural e cultural. É também uma oportunidade para dar a conhecer uma realidade que continua a surpreender muitos dos países da lusofonia, revelando a riqueza de um território onde diferentes culturas convivem e onde a relação entre as comunidades e a natureza continua profundamente enraizada.

    Foi precisamente este significado que Joaquim Ramos Pinto, Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e coordenador da REDELUSO, destacou ao recordar que a candidatura de Timor-Leste foi recebida com enorme entusiasmo pela comunidade lusófona. Segundo o responsável, o Congresso permitirá que os países da CPLP conheçam mais de perto o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos vinte e cinco anos na construção de políticas públicas, programas educativos e projetos de Educação Ambiental, promovendo, simultaneamente, novas oportunidades de cooperação entre instituições, investigadores, educadores e organizações da sociedade civil.

    Para Elisa Luísa Pereira, responsável nacional pela Educação Ambiental em Timor-Leste, este Congresso traduz igualmente o forte compromisso do país com a construção de um futuro ambientalmente mais responsável e socialmente justo. A Educação Ambiental, afirma, constitui um instrumento essencial para enfrentar as alterações climáticas, conservar a biodiversidade, formar cidadãos e profissionais mais conscientes e reforçar a cooperação entre os povos. O objetivo é claro: organizar um Congresso participativo, inclusivo, intercultural e transformador, capaz de fortalecer os laços de amizade que unem as comunidades lusófonas.

    Um Congresso para construir pontes

    O tema central do Congresso — “A Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da lusofonia” — constitui um verdadeiro convite à ação coletiva.

    Vivemos um tempo marcado pela emergência climática, pela perda acelerada da biodiversidade, pelo aumento das desigualdades sociais e por conflitos que desafiam diariamente a capacidade das sociedades construírem respostas comuns. Neste contexto, a Educação Ambiental deixa de ser apenas uma área do conhecimento para afirmar-se como uma estratégia de transformação social, capaz de promover literacia ambiental, pensamento crítico, participação cidadã e corresponsabilidade na construção de comunidades mais resilientes.

    Ao realizar-se em Timor-Leste, este Congresso ganha uma dimensão simbólica particularmente relevante. Situado na Ásia e profundamente ligado à história da lusofonia, o país recorda-nos que a língua portuguesa constitui muito mais do que um património linguístico: representa uma comunidade de povos diversos, unidos pela vontade de cooperar, aprender em conjunto e construir soluções comuns para os desafios do planeta.

    Educação Ambiental para a interculturalidade, a paz e os direitos humanos

    O primeiro eixo temático coloca a interculturalidade no centro da Educação Ambiental. Num mundo onde coexistem diferentes formas de conhecer, viver e cuidar da natureza, torna-se indispensável reconhecer o valor dos saberes tradicionais, ancestrais e locais, colocando-os em diálogo com o conhecimento científico.

    Construir uma cultura de paz significa também aprender a respeitar a diversidade, promover os direitos humanos, combater todas as formas de exclusão e criar espaços onde diferentes comunidades possam aprender umas com as outras. A Educação Ambiental torna-se, assim, uma linguagem comum capaz de aproximar povos e fortalecer relações de cooperação baseadas no respeito mútuo.

    Governança, participação e ecocidadania

    Nenhuma transformação socioambiental será possível sem cidadãos informados, participativos e comprometidos com os seus territórios. O segundo eixo destaca precisamente a importância da Educação Ambiental como fundamento da ecocidadania e da governança democrática.

    Valorizar os ecossistemas, conservar a biodiversidade, proteger os recursos naturais e envolver as comunidades nas decisões ambientais constitui uma condição indispensável para sociedades mais justas e resilientes. Neste processo, os jovens assumem um papel particularmente relevante como protagonistas da mudança, desafiando instituições e comunidades a construir novos caminhos para uma cultura de sustentabilidade dos nossos territórios.

    Educação Ambiental perante a policrise

    As múltiplas crises que caracterizam o nosso tempo — ambientais, climáticas, económicas, sociais e sanitárias — exigem uma resposta educativa integrada. O terceiro eixo propõe reforçar a presença da Educação Ambiental em todos os níveis de ensino, desde a infância até ao ensino superior, articulando conhecimento científico, aprendizagem prática e participação comunitária.

    Mais do que transmitir informação, importa formar cidadãos capazes de compreender a complexidade do mundo, desenvolver espírito crítico, agir de forma solidária e contribuir para soluções ambientalmente responsáveis e socialmente justas nos seus contextos de vida.

    Educação Ambiental para uma economia verde e azul

    O quarto eixo evidencia que não haverá um verdadeiro desenvolvimento económico sem uma sólida política de Educação Ambiental. A valorização dos recursos locais, da biodiversidade, dos oceanos, da agricultura, da água, do turismo responsável e das infraestruturas verdes e azuis exige cidadãos preparados para conciliar conservação da natureza, inovação e desenvolvimento.

    A Educação Ambiental constitui, por isso, um investimento estratégico na construção de economias mais resilientes, inclusivas e comprometidas com o bem-estar das gerações presentes e futuras.

    Um encontro para inspirar o futuro

    Mais do que um congresso científico, o IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa pretende afirmar-se como um movimento de cooperação entre povos que acreditam que a educação continua a ser o caminho mais sólido para transformar a relação da humanidade com o planeta.

    Em Timor-Leste, onde culturas, histórias e paisagens se encontram, a comunidade lusófona volta a reunir-se para renovar um compromisso que ultrapassa fronteiras: aprender em conjunto, valorizar a diversidade, fortalecer a amizade entre os povos e construir respostas comuns para os desafios ambientais do nosso tempo.

    Porque cuidar da Terra é também cuidar das pessoas. E porque cada comunidade, cada cultura e cada território têm um conhecimento único a oferecer, o IX Congresso convida todos a tecer novos laços de interculturalidade, paz, sustentabilidade e cooperação, afirmando a Educação Ambiental como uma das mais poderosas forças de transformação para o futuro da lusofonia.

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  • Chamada Pública seleciona contribuições para obra multimídia “Vamos Virar o Jogo”

    Chamada Pública seleciona contribuições para obra multimídia “Vamos Virar o Jogo”

    Manifestação de interesse em contribuir com obra deve ser feita até 21 de agosto; obra será lançada durante a COP30, em Belém

    A organização do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa lançou, nesta quarta-feira (13), a chamada pública de contribuições para a obra multimídia Vamos Virar o Jogo: tecendo na Amazônia a Educação Ambiental pelo clima e pela vida!. O objetivo é reunir textos e produções artísticas que reflitam sobre as experiências, aprendizados e desdobramentos do Congresso, realizado em Manaus no último mês de julho, e conectá-los à preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), no âmbito da Jornada de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.

    Proposta da obra

    A publicação, de caráter político-pedagógico e coletivo, buscará valorizar múltiplas linguagens – ensaios, relatos sensíveis, produções artísticas, textos analíticos, fotografias, vídeos e áudios – que registrem a pluralidade de vozes presentes no Congresso. Entre os objetivos, estão incentivar reflexões críticas e poéticas, dar visibilidade a diferentes atores sociais, fomentar novos “pontos de parada” da Jornada de Educação Ambiental e reforçar a educação ambiental como um “imperativo ético e civilizatório” diante da emergência climática.

    Envio e formatos

    As contribuições podem ser apresentadas em forma de ensaios reflexivos, análises, relatos sensíveis ou produções artístico-literárias e visuais. Cada texto deve ter até cinco páginas (fonte Arial 12, espaçamento 1,5), podendo conter links para materiais complementares. As imagens devem ser enviadas em alta resolução. O prazo para submissão vai até 14 de setembro, mas a manifestação de interesse em contribuir para a obra deve ser realizada até 21 de agosto.

    Os interessados em participar da obra devem enviar para o endereço de email sorrentino.ea@gmail.com a manifestação de interesse. Nela, deve constar o nome dos proponentes, contato, sugestão de título e um resumo do que pretende escrever.

    Cronograma

    • Manifestação de interesse: 21 de agosto (pelo email sorrentino.ea@gmail.com)
    • Recebimento das contribuições: até 14 de setembro/
    • Análise e curadoria: 15/09 a 05/10
    • Produção final e publicação: 06 a 30 de outubro
    • Lançamento: COP30

    Estrutura da obra

    O material será organizado em blocos que vão das experiências sensíveis e estéticas vividas no Congresso até reflexões analíticas sobre sua programação, logística e impactos, além de textos que prospectem caminhos de futuro para a educação ambiental. A Carta de Manaus – Grito da Amazônia por Todos os Povos do Mundo também integrará a publicação como documento de referência.

    Organização

    A chamada é coordenada por Luiza Magalli Pinto Henriques, Henrique Pereira, Maria Henriqueta Andrade Raymundo e Marcos Sorrentino, com apoio do Comitê Editorial da revista AmbientalMente Sustentável e participação de instituições como INPA, UEA, UFAM, MMA, Universidade de Santiago de Compostela, CEIDA, entre outras.

  • Congresso pré-COP30 encerra com Carta de Manaus e reforça papel da educação ambiental diante da crise climática

    Congresso pré-COP30 encerra com Carta de Manaus e reforça papel da educação ambiental diante da crise climática

    Documento político-pedagógico reúne propostas e compromissos voltados à justiça climática e ao bem viver nos países de língua portuguesa; próximas edições do congresso serão em Timor-Leste e Angola

    O VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa chegou ao fim nesta sexta-feira (25), em Manaus (AM), consolidando-se como um marco político-pedagógico na preparação da sociedade para os desafios da crise climática. Reunindo mais de 1,6 mil participantes de dez países, o evento contou com a presença da ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva, além de representantes da pasta de Meio Ambiente dos países integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O evento somou forças à Jornada de educação ambiental para sociedades sustentáveis e responsabilidade global rumo à COP30.

    Como desdobramento dos cinco eixos temáticos debatidos ao longo da programação, o congresso culminou na apresentação da Carta de Manaus – Grito da Amazônia por todos os povos do mundo, um documento coletivo, lido pela ativista indígena e porta-voz da Rede Sustentabilidade, Vanda Witoto. A Carta reafirma a educação ambiental como um “imperativo ético e civilizatório” e propõe ações concretas para os integrantes da CPLP no enfrentamento da crise climática.

    Programação plural

    Durante cinco dias de intensa programação, o congresso promoveu oficinas, rodas de conversa, apresentações culturais, lançamento de livros, visitas a comunidades amazônicas e painéis com temas como justiça ambiental, educação crítica, participação social e bem viver. Um dos marcos foi o lançamento da Rede Planetária do Tratado de Educação Ambiental, iniciativa que reforça o compromisso com a transformação da relação entre a humanidade e a natureza.

    O coordenador da Rede Lusófona de Educação Ambiental, Joaquim Ramos Pinto, destacou o papel do congresso como ponto de convergência entre poder público, sociedade civil, academia e lideranças comunitárias. “A presença de representantes da Amazônia e dos países da CPLP permitiu uma reflexão profunda sobre os desafios locais e globais. Países como Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Timor-Leste se comprometeram a construir suas Estratégias Nacionais de Educação Ambiental, enquanto os demais atualizarão as existentes. A meta é que, até 2027, todos estejam em plena implementação”, explica.

    Outro destaque foi o Encontro de Juventudes Lusófonas, discutiu propostas para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), as Conferências Infantojuvenis, com mais de 8 mil escolas mobilizadas e um documento que será entregue ao presidente Lula para levar à COP30, e o fortalecimento dos centros de educação ambiental, com foco em ampliar seu papel nas políticas públicas. Também foi reafirmado o compromisso de levar a pauta da educação ambiental aos documentos da COP30, com protagonismo da CPLP.

    Para o diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marcos Sorrentino, o evento consolida um esforço articulado de longa data. “A educação ambiental é uma resposta ética e política aos desafios do nosso tempo. Este congresso deixou frutos concretos e simbólicos. São expressões de um movimento plural e articulado, que une conhecimento, ação e afeto rumo a uma sociedade sustentável e de responsabilidade global”, avalia ao citar o lançamento da campanha Educação ambiental vira o jogo, que destaca a educação ambiental como uma das soluções para a crise climática.

    Carta de Manaus

    Além de anunciar as duas próximas sedes do congresso (Timor-Leste, em 2027, e Angola, em 2029), a Carta de Manaus, construída de forma colaborativa, sistematizou as diretrizes discutidas e será referência para as ações até a COP30. O documento reforça o papel da ação local diante das emergências climáticas e da necessidade de fortalecer práticas de bem viver, democracia e justiça ambiental.

    Entre as diretrizes sistematizadas, estão:

    • Apelo aos ministros do Meio Ambiente da CPLP para que defendam a inclusão explícita da educação ambiental nos principais instrumentos de governança climática global;
    • O reconhecimento do protagonismo das juventudes nos processos de transformação socioambiental, com menção especial à Carta das Juventudes Lusófonas pelo Meio Ambiente e Justiça Climática, produzida no congresso como um “ato político fruto de um processo permanente de articulação”;
    • Um chamado ao financiamento contínuo, justo e descentralizado das políticas e iniciativas de educação ambiental nos países e comunidades da lusofonia.
    • A Carta também celebra o ineditismo da participação da Guiné Equatorial na edição de Manaus e reforça a importância da troca entre saberes, culturas, vivências e sabores como base para a construção de respostas plurais e enraizadas nas realidades dos povos.

    Confira o documento na íntegra.

    Texto: Fernanda Rodrigues, Hendryo André, Fernanda Amarelo e André Poletto

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  • Diálogos intergeracionais e ancestralidade marcam discussões em últimos painéis do Congresso Internacional de educação ambiental

    Diálogos intergeracionais e ancestralidade marcam discussões em últimos painéis do Congresso Internacional de educação ambiental

    Painéis foram palco de troca de experiências sobre projetos desenvolvidos, entre outros, em São Tomé e Príncipe, Moçambique e no primeiro bairro indígena de Manaus: o Parque das Tribos

    O último dia de programação do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa foi marcado por discussões sobre a importância dos diálogos intergeracionais e a ancestralidade para fortalecimento da educação ambiental.

    A iniciativa é organizada pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline, e termina nesta sexta-feira (25).

    Um dos destaques foi a apresentação do Parque das Tribos, maior comunidade indígena não aldeada do mundo, localizada no bairro Tarumã, em Manaus. A história do local foi apresentada pela ativista indígena e porta-voz da Rede Sustentabilidade, Vanda Witoto. “É o primeiro bairro indígena dentro da cidade de Manaus. Isso é um feito histórico para o nosso país, tendo em vista que o Estado brasileiro não reconhece os direitos dos povos indígenas fora do seu território tradicional”, ressaltou. 

    “É o primeiro bairro indígena dentro da cidade de Manaus. Isso é um feito histórico para o nosso país, tendo em vista que o Estado brasileiro não reconhece os direitos dos povos indígenas fora do seu território tradicional”, ressaltou. 

    Ela participou do painel Educação ambiental e respostas sociais e ambientais – sociobiodiversidade, ancestralidade, comunidades tradicionais e grupos em situação de invisibilidade e vulnerabilidade, que fechou a programação da manhã, com uma forte ligação com os povos e comunidades para fortalecer e mostrar a importância dos conhecimentos tradicionais.

    Vanda Witoto fez um retrospecto histórico da consolidação do Parque das Tribos e apresentou os projetos realizados no local, como a Casa do conhecimento ancestral, local destinado para educação ancestral, antirracista, ambiental e climática para o bem viver coletivo.

    Nós temos uma política extremamente racista que não considera os corpos indígenas e corpos negros, mesmo o nosso modo de vida mantendo a vida na Terra. A gente não é maior que a floresta, não é maior que o rio. A gente pertence à natureza. Essa ideia de posse, não faz com que as pessoas sejam parte e não entendem que quando destroem estão perdendo o ambiente. Essa cidade concretada nós faz perder o contato com a natureza”, defendeu. 

    O biólogo, especialista em flora e diretor executivo da ONG Oitiva, uma organização voltada à proteção e restauração dos mangais em Angola, Danilson Lunguenda ressaltou a importância dos mangais para a subsistência dos ecossistemas e das comunidades costeiras de Angola. 

    “Os mangais são protetores da orla costeira, estimulam um ecossistema de carbono azul , berçário e maternidade da vida marinha, além de ser santuário das aves migratórias e representarem fonte de renda e subsistência para as comunidades”, disse.

    Segundo ele, os mangais estão ameaçados por construções, poluição e ações antrópicas, mas, com ajuda da comunidade, há o desenvolvimento de projetos de educação ambiental comunitária para preservação do ambiente. 

    A ativista ambiental que atua na Feitoría Verde – organização dedicada a projetos de sustentabilidade e responsabilidade social, Rebeca Raso, também chamou a atenção para a participação das comunidades para construção de perspectivas de um futuro sustentável.

    “Trabalhamos com diferentes aspectos. Trabalhamos com a educação como um processo. Metodologias socioafetivas, teatro do oprimido, com objetivo de fazer a conexão das pessoas com elas mesmas. Trabalhamos com um projeto intergeracional para construir perspectivas de futuro sustentável através de ferramentas artísticas. Nas escolas, fazemos um trabalho de convivência, bom trato, gestão de conflitos, educação socioafetiva, antirracismo, cooperação”, disse ao explicar a importância da mobilização social. 

    Intergeracional

    Para compartilhar experiências intergeracionais, a manhã desta sexta-feira (25) foi aberta pelos debates no painel “Educação ambiental no sistema educativo e diálogos intergeracionais”. 

    A pesquisadora em Ciências da Educação na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Eugenia Cossa, apresentou as experiências e práticas da educação ambiental no sistema educativo moçambicano, para promover uma reflexão sobre os desafios do diálogo intergeracional, com destaque ao papel da Faculdade de Educação  do Clube de Educação ambiental.

    “As práticas de educação ambiental que são um momento de consolidação psico-pedagógica visando agregar o saber, fazer e saber ser/estar, elementos necessários para o futuro educador ambiental. Valorização do saber local com informações, modos de fazer, criar e saber, transmitidos oralmente em determinadas comunidades de geração em geração como parte da sua cultura, suas práticas e seus costumes”, explicou. 

    O professor e pesquisador na Universidade de São Tomé e Príncipe, Hugolay Maia, que apresentou o projeto “Peixinho de São Tomé e Príncipe” afirmou que a conexão entre as instituições e as comunidades formam “cientistas comunitários”.

    “Estudamos o aspecto bioecológico da espécie com apoio da comunidade. Trabalhando com a comunidade para a comunidade, transformamos alguns elementos da comunidade em cientistas comunitários. É um projeto inovador porque representa uma fusão única entre a tradição pesqueira e inovações ambientais, oferecendo um modelo sustentável para o futuro de São Tomé e Príncipe”, defendeu. 

    Segundo ele, o projeto tem como foco a conscientização e o envolvimento da comunidade local na preservação dos ecossistemas marinhos e costeiros. A iniciativa busca unir tradições culturais de pesca com inovações sustentáveis, criando uma abordagem holística para educação ambiental. 

    A importância do diálogo para difusão e fortalecimento da educação ambiental também foi difundida pelo engenheiro aeroespacial com atuação na área ambiental, Marco Romero. 

    Segundo ele, a partir da experiência vivida em Angola, é necessário saber comunicar e transmitir a mensagem sobre a preservação do meio ambiente de forma correta para atingir públicos específicos.

    “Nós só conseguimos preservar e cuidar daquilo que nós conhecemos e quanto melhor conhecemos, independente da perspectiva, vamos conseguir conservar, guardar e preservar para as próximas gerações. Não tem uma fórmula. Há problemas, ideias e necessidades”, disse Romero. 

    Congresso

    Integrado à agenda preparatória da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa será realizado em Manaus, de 21 a 25 de julho de 2025, com o tema Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver.

    O evento reunirá mais de 1,6 mil congressistas de 10 países e contará com a participação de nomes como a ministra Marina Silva (na abertura) e o pesquisador Carlos Taibo (no encerramento), além de representantes de comunidades tradicionais, instituições acadêmicas e órgãos públicos.

    A iniciativa é organizada pela Rede Lusófona de Educação Ambiental (RedeLuso), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.

    O evento tem apoio da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (Aspea), Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Centro de Educação Ambiental e Preservação do Patrimônio (Ceapp), Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBea), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Lixo Zero Brasil, Itaipu Binacional, Universidade Federal do Paraná (UFPR), República Portuguesa, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ASL Brasil – Projeto de Paisagens Sustentáveis da Amazônia, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tribunal de Contas do Estado do Amazonas e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

    Camila Carvalho, assessoria de imprensa do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental de Países e Comunidades de Língua Portuguesa

    Assessoria de Imprensa
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