Categoria: Congresso

Temas relacionados diretamente à dinâmica do VIII Congresso.

  • Especialistas apontam que narrativas audiovisuais podem ser aliadas para fortalecimento da educação ambiental

    Especialistas apontam que narrativas audiovisuais podem ser aliadas para fortalecimento da educação ambiental

    Festivais de cinema e produções audiovisuais podem ser a ponte entre comunidade científica e sociedade para fortalecer a educação ambiental

    A primeira mesa redonda do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, realizada na terça-feira (22),  trouxe à tona que as narrativas audiovisuais podem ser aliadas para o fortalecimento da educação ambiental, além de ser a ponte entre a comunidade científica e a sociedade. 

    O assunto foi discutido na mesa redonda “Cinema e educação ambiental: narrativas audiovisuais para enfrentar a crise climática nos países lusófonos”, como parte da programação do Congresso realizado pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, na Fundação Matias Machline, e que segue até a próxima sexta-feira (25).

    O especialista em cinema ambiental e fundador do Cine Eco, Mário Branquinho, falou da importância da arte para uma mudança de paradigmas da sociedade utilizando o cinema enquanto recurso educativo, abrindo portas de reflexão e sentidos. 

    “Os festivais de cinema constituem um universo à parte.  Constituem um ponto de encontro entre o cineasta e o público, um ambiente de conversação e diálogo. Nesse quadro, a educação ambiental é um serviço público que emerge para conquistar o público, formar consciência. De uma maneira geral, os festivais programam abundantemente conhecimento às escolas. Essa é uma fórmula mágica de chegar às crianças”, disse. 

    Ele apresentou o curta metragem “Um dia normal” que retrata de forma simples e didática sobre poluição, desperdício de água e geração de lixo, e explicou como o Plano Nacional de Cinema, em Portugal, tem alcançado os jovens.

    “Além da divulgação cinematográfica, o cinema ambiental tem sido um instrumento para as escolas com uma interação mais dinâmica e motivadora. É possível tornar um filme ambiental em um projeto artístico e tirar a ideia do filme “eco chato”. Podemos contar uma história, apresentar um problema, uma solução, para não ser desmotivador”, afirmou Mário Branquinho. 

    A curadora cultural da Mostra Ecofalante de Cinema – maior mostra da América Latina -, pesquisadora e doutora em multimeios pela Unicamp, Liciane Timóteo Mamede, ressaltou que os festivais de cinema podem ter um papel expressivo para dar visibilidade à educação ambiental.

    “Os festivais de Cinema se inserem desempenhando o papel de dar visibilidade a uma produção que não tem espaço no cinema comercial. É um espaço de celebração do cinema como forma de expressão artística, mas também somos um festival socioambiental”.

    Para exemplificar a produção de conteúdo audiovisual voltado à educação ambiental, ela apresentou o filme “A menina e a árvore” , que retrata a destruição de um ambiente natural a partir da crise climática e da degradação ambiental.

    Retrospecto histórico

    Durante a mesa redonda, a fotógrafa e documentarista amazônica, Juliana Pesqueira, fez um retrospecto histórico sobre a produção audiovisual de conteúdo que retrata o bioma amazônico.

    “O processo de ir para comunidades, fazer a documentação é um processo de empoderamento do nosso território. O audiovisual tem essa potencialidade de criar memórias e, também, educar”, disse a documentarista. 

    Chegar até as comunidades e apresentar narrativas audiovisuais ainda é uma atividade complexa e dispendiosa, mas, em Cabo Verde já é uma realidade.

    O investigador de culturas tradicionais e fundador da Fundação Servir Cinema em Cabo Verde, Julio Tavares, contou que desenvolveu pelo menos três projetos para levar o cinema às comunidades: “Filme nas mãos”, “Cabo Verde Itinerante” e “Cinema nas creches”.

    “Em Cabo Verde o cinema ainda é jovem. No “Filme nas mãos” fazemos a gravação de filmes com celulares, ensinando as pessoas a produzirem seus próprios filmes com seus próprios olhares. Atualmente, temos mais de 1 milhão de pessoas que saíram dessa formação”, contou. 

    O Projeto Cabo Verde itinerante é realizado para levar filmes às comunidades já que não há salas de cinema no local. “A arte cinematográfica possui uma capacidade de difusão entre os indícios capaz de criar empatia, assim como despertar questionamentos. É um momento de lazer, aprendizagem e a transmissão de valores”, relatou.  

     Já no projeto “Cinema nas creches”, as crianças são recebidas duas vezes por semana para verem vídeos. 

    “O cinema, através das diversas linguagens, pode desempenhar um papel crucial de conscientização e ação, mostrando os impactos da crise climática e a importância da ação coletiva. O cinema pode desmistificar o tema, mostrando que as mudanças climáticas  não são problemas apenas ambientais, mas sim sociais e políticos”, disse o  investigador de culturas tradicionais, Julio Tavares.

    Programação

    Integrado à agenda preparatória da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa tem como tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver”

    A programação conta com painéis temáticos, oficinas, minicursos, conferências, sessões de apresentação de trabalhos científicos, pôsteres e materiais audiovisuais, visitas a comunidades locais, além do lançamento de livros e atividades culturais que valorizam a sociobiodiversidade amazônica. 

    Toda a programação está articulada em cinco temáticos eixos que irão compor a Carta de Manaus, documento político-pedagógico que será construído durante o congresso. Os eixos abordam desde os compromissos internacionais com as políticas públicas de educação ambiental até o papel das comunidades tradicionais e da justiça climática global e local. 

    Nesta terça-feira, a programação encerrou com a “Troca de Sabores e Saberes”, no Centro Cultural Povos da Amazônia, que é uma atividade que reuniu alimentos e expressões culturais dos países e comunidades da lusofonia. 

    As atividades do Congresso seguem até sexta-feira (25) com a presença de 1,6 mil pessoas inscritas.

    O evento é organizado pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.

     Programação completaSite (https://www.ealusofono.org/programacao) ou documento (https://bit.ly/3Gzh3Hp)

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  • Justiça climática e desenvolvimento humano marcam debates na manhã desta quarta-feira (23)

    Justiça climática e desenvolvimento humano marcam debates na manhã desta quarta-feira (23)

    Discussões giraram em torno de como utilizar a educação ambiental para promoção da justiça climática local e global e o desenvolvimento humano integrado com o meio ambiente

    A manhã desta quarta-feira (23) do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa foi marcada por debates sobre como a educação ambiental pode ser utilizada para promoção da justiça climática e o desenvolvimento humano integrado ao meio ambiente.

    O evento é organizado pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, na Fundação Matias Machline, e segue até a próxima sexta-feira (25/7).

    Os temas foram abordados durante os painéis “Educação ambiental e justiça climática global e local” e “Educação ambiental e desenvolvimento humano: os direitos fundamentais”, com participação de pesquisadores do Timor Leste, de Portugal, de Guiné-Bissau, de Moçambique, de Cabo Verde e do Brasil. 

    Durante as discussões do painel “Educação ambiental e justiça climática global e local”, a professora da Universidade de Aveiro e cofundadora da Common Home Of Humanity, Sara Moreno Pires, apresentou algumas experiências de Portugal referentes às mudanças climáticas e fez um alerta: “Não há justiça climática se não protegermos esse patrimônio, o nosso planeta”. 

    “Nos últimos 70 anos nós começamos a destruir tudo o que nos mantém estáveis e iniciamos um processo de destruição do planeta, da nossa casa comum. O desafio é pensar de fato o futuro, o que queremos. Estamos caminhando para um planeta extremamente ardente, um planeta que não garante a sobrevivência. Temos pouco tempo para reagir. Já estamos em uma zona de perigo”, disse a professora.

    O professor e advogado de Guiné Bissau, Catenda Djeme, também chamou a atenção para o papel primordial do conhecimento tradicional e não tradicional para equidade e inclusão social e ambiental. Para ele, a luta contra as mudanças climáticas deve considerar as necessidades das populações mais vulneráveis como as comunidades indígenas, pobres e marginalizadas.

    “A integração da educação ambiental com a justiça climática permite que as pessoas entendam as interconexões entre suas ações cotidianas e os desafios globais, promovendo um movimento mais colaborativo e justo para enfrentar a crise climática. A luta é de todos e a educação é a chave para garantir que cada indivíduo e cada comunidade tenha um papel a desempenhar nessa transformação”, defendeu. 

    Representando os jovens que participam do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, a especialista em Educação e estudante do Timor Leste, Anacleta Pinto da Silva, ressaltou que a juventude ativista pode desempenhar um papel primordial como alternativa à educação ambiental para conscientizar os demais jovens sobre a crise climática.

    Ela citou projetos exitosos no Timor Leste, desenvolvidos por jovens, voltados à educação ambiental como o “Partilha de terraços”, uma técnica alternativa para a agricultura sustentável em terras altas; “Inglês para Ecologia”, no qual foi criado um curso que permite às crianças e jovens locais aprender inglês com palavras/termos predominantemente ecológicos por conteúdo; e o “Festival Terra Madre”, para celebrar o dia internacional da “mãe Terra”. 

    Mudanças necessárias

    O técnico do Ministério da Agricultura e Meio Ambiente de Cabo Verde, João Vieira, também ressaltou a participação dos jovens para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e defendeu como as comunidades rurais podem participar do processo de preservação do ambiente natural.

    “Como atingir os ODS nas comunidades rurais? Projetos estruturantes, estratégias de adaptação/mitigação no setor de água e agricultura”, explicou. 

    Ele apresentou o impacto do fornecimento de água para segurança hídrica e alimentar das comunidades rurais em Cabo Verde. Mas, mesmo diante das dificuldades, disse que a meta é garantir a disponibilidade e a gestão sustentável de água potável e saneamento para todos.

    Para a especialista em biodiversidade e cientista de Moçambique, Alexandra Jorge, é necessário uma mudança de mentalidade para educação ambiental.

    “A mudança de mentalidade não é fácil, precisamos motivar outros a fazer juntos e mais. Apesar das diversas formas de divulgação audiovisual e das novas formas de tecnologia remota, o papel, a relevância e a necessidade de ter sempre que possível uma interação direta pessoal ainda é insubstituível”, defendeu a cientista. 

    A educadora, escritora e socióloga, Moema Viezzer, reforçou o discurso sobre uma mudança de mentalidade para que o ser humano passe a ter uma visão sistêmica do ambiente, incluindo os seres humanos, os demais habitantes do planeta e a relação de todos com a “Mãe Terra”

    “Estamos diante de um novo paradigma de reconhecer a Terra como um sujeito de direitos. Os Estados têm que dar um “basta” aos modelos que destroem a natureza. Eles precisam aderir e passar pela transição para sociedades sustentáveis com justiça social e ecológica. Juntas: uma não é alcançável sem a outra. Este é o cerne da educação ambiental”, ponderou Viezzer. 

    As discussões seguem na tarde de quarta-feira com a realização da mesa redonda “Reconexão com a natureza: artes, florestas e saúde – caminhos na educação ambiental” e uma sessão de lançamento de livros e materiais didáticos, esta última atividade no Centro Cultural Povos da Amazônia.

    Programação

    Integrado à agenda preparatória da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa tem como tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver”

    A programação conta com painéis temáticos, oficinas, minicursos, conferências, sessões de apresentação de trabalhos científicos, pôsteres e materiais audiovisuais, visitas a comunidades locais, além do lançamento de livros e atividades culturais que valorizam a sociobiodiversidade amazônica. 

    As atividades do Congresso seguem até sexta-feira (25) com a presença de 1,6 mil pessoas inscritas.

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  • Troca de experiências sobre políticas públicas para educação ambiental marcam primeiro painel temático de congresso de educação ambiental

    Troca de experiências sobre políticas públicas para educação ambiental marcam primeiro painel temático de congresso de educação ambiental

    Três especialistas da Galiza, de Portugal e do Brasil discutiram como os compromissos ambientais podem orientar respostas efetivas à emergência climática e citaram exemplos aplicados em seus países

    O primeiro painel do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, na manhã desta terça-feira (22), foi marcado pela troca de experiências sobre políticas públicas para educação ambiental e de que forma ela pode ser utilizada como instrumento de transformação social e política. O evento é organizado pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, na Fundação Matias Machline, e segue até a próxima sexta-feira (25/7).

    Com o tema “Compromissos Internacionais, Nacionais e Municipais com as Políticas Públicas de Educação Ambiental como resposta às Crises Ambiental e Climática”, o tema foi exposto pelo investigador pós-doutoral na Universidade de Santiago de Compostela, Julio Conde (Galiza); pela professora da Universidade de Porto, Carla Malafaia (Portugal); e pelo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e professor, Henrique dos Santos Pereira (Brasil).

    Iniciando as discussões, Julio Conde propôs uma reflexão sobre as noções ambientais e amplamente aceitas pela sociedade que, segundo ele, mascaram uma carga política. “Desmascarar essas questões deve ser o primeiro passo para uma discussão ambiental com impacto real e tangível nas políticas públicas dos nossos estados”, apontou Conde.

    Segundo ele, é necessário que haja uma educação ambiental emancipatória que deve estar ancorada no questionamento dos modelos de produção e consumo e na procura de alternativas em outras formas de habitar o mundo. 

    Deixaremos que a transição energética continue na lógica predatória ou na construção de um mundo mais justo e sustentável? A resposta dependerá da nossa capacidade de articular resistência, construir alternativas e conectar ideias em uma perspectiva global de transformação. Consequentemente, é imperativo que as políticas públicas abracem a educação ambiental como um instrumento de transformação social e política, assim como uma peça fundamental para enfrentar as crises ambientais e climáticas que estamos a viver”, defendeu Julio Conde.

    Experiências

    A professora da Universidade de Porto, Carla Malafaia, trouxe uma visão da educação ambiental ativista com abordagens comunitárias e educacionais na construção de políticas públicas. Ela ressaltou o reconhecimento do ativismo como educação política, desenvolvimento de dispositivos comunitários colaborativos com espaço de diálogos com quem é invisibilizado na esfera pública, e um mutirão como horizonte ético e político, convocando posições plurais que convergem para uma condição terrestre partilhada.

    “Precisamos estar atentos ao que o ativismo tem para nós ensinar e tem muito, senão não seria ameaçado. Educação ambiental é persistência e a persistência que a natureza nos ensina deve ir para as políticas públicas”, disse, parafraseando, inclusive, a ministra do Meio Ambiente da Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva.

    Ela apresentou as experiências vivenciadas em Portugal, com um percurso de 40 anos de políticas públicas de educação ambiental e afirmou que há uma enorme oscilação de políticas e compromissos com avanços e muitos recuos. 

    “Embora o discurso político não os tenha como participantes, os jovens mobilizam-se e são importantes nas discussões sobre questões climáticas. Em Portugal, houve a ocupação de escolas pelo fim dos combustíveis fósseis”, citou. 

    Ela defendeu que a escola não seja vista apenas como último reduto da cidadania, mas que seja reconhecida sua inevitabilidade como espaço de educação política, com vistas à valorização e construção do conhecimento. “Para além de contatos folclorizados com “a vida lá fora”, com envolvimento comunitário sustentável”, apontou Carla Malafaia. 

    No Brasil, os exemplos de educação ambiental foram apresentados pelo diretor do Inpa e professor, Henrique dos Santos Pereira. Ele citou como exemplo de educação ambiental no Amazonas a Escola da Floresta na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, que tem um currículo contextualizado, utiliza madeira de manejo, captação de água e que expressa o espírito da governança compartilhada e resiliência local. 

    Segundo ele, a intensificação das crises climáticas exigem respostas que articulam ciência, educação e políticas públicas efetivas. Nesse cenário, ele defendeu que a educação ambiental seja consolidada como um eixo estruturante dessas respostas, tanto no plano internacional como nacional, sendo reconhecida como direito e dever coletivo.

    Henrique Pereira fez um retrospecto dos compromissos nacionais e internacionais firmados pelo Brasil, especialmente os compromissos nacionais com a educação ambiental, além de apresentar os normativos legais sobre educação ambiental e alguns dos resultados alcançados rumo à COP 30. 

    “O compromisso do Brasil revela-se como uma estratégia não apenas para comprimento dos acordos internacionais, mas para a construção de uma sociedade democrática, justa e integrada. O fortalecimento da nossa política de educação ambiental como eixo estruturante da transição justa e uma política pública intersetorial, crítica e emancipada”, disse o diretor. 

    Congresso

    Integrado à agenda preparatória da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa será realizado em Manaus, de 21 a 25 de julho de 2025, com o tema Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver.

    O evento reunirá mais de 1,6 mil congressistas de 10 países e contará com a participação de nomes como a ministra Marina Silva (na abertura) e o pesquisador Carlos Taibo (no encerramento), além de representantes de comunidades tradicionais, instituições acadêmicas e órgãos públicos.

    A iniciativa é organizada pela Rede Lusófona de Educação Ambiental (RedeLuso), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do ClimaMinistério da EducaçãoGoverno do Estado do AmazonasSecretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do AmazonasSecretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.

    O evento tem apoio da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (Aspea), Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Centro de Educação Ambiental e Preservação do Patrimônio (Ceapp), Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBea), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Lixo Zero Brasil, Itaipu Binacional, Universidade Federal do Paraná (UFPR), República Portuguesa, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ASL Brasil – Projeto de Paisagens Sustentáveis da Amazônia, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tribunal de Contas do Estado do Amazonas e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

    Programação completa

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    Camila Carvalho, assessoria de imprensa do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental de Países e Comunidades de Língua Portuguesa

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  • “Estamos descobrindo que nosso maior ativo é uma natureza preservada”, diz Marina Silva em congresso internacional de educação ambiental

    “Estamos descobrindo que nosso maior ativo é uma natureza preservada”, diz Marina Silva em congresso internacional de educação ambiental

    Ministra ressaltou importância da educação ambiental para mudança de atitude e de comportamento para preservação da sociobiodiversidade

    A ministra do Meio Ambiente  e da Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, afirmou, na tarde desta segunda-feira (21), que a educação ambiental é um dos caminhos para a preservação da sociobiodiversidade no planeta. 

    “Estamos descobrindo que nosso maior ativo é uma natureza preservada, um clima equilibrado, recursos hídricos em plenas condições para fornecer água e geração de energia. É isso que estamos aprendendo agora a duras penas”, disse a ministra, durante coletiva de imprensa na abertura do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, considerado o maior evento da lusofonia voltado à temática socioambiental. 

    “A educação é trabalhada assim, repassando experiências, conhecimentos, ajudando as boas práticas e tecnologia – tanto o saber moderno quanto o conhecimento que vem dos povos originários, dos agricultores que manejam esses recursos a séculos. Isso tudo é educação ambiental, mas é também mudança de atitude, de comportamento”, disse.

    A ministra ressaltou a importância do Congresso, que abre espaços de articulação política e pedagógica da educação ambiental nos territórios de língua portuguesa, e disse que há muito o que aprender com os países participantes do evento. 

    “São países que estão passando por processos de reconstrução econômica, social, política, ambiental e cultural. A humanidade caminha na direção de um abismo ou pode ser um grande aprendizado para um novo renascimento. Um novo renascimento que nos coloque em paz, sobretudo com a natureza que é a base da nossa existência”, disse Marina Silva. 

    A ministra do Meio Ambiente de Angola, Ana Paula de Carvalho, também afirmou que o Congresso serve para troca de experiências comuns em busca de soluções para problemas similares enfrentados pelos países. 

    “Quando temos um problema, geralmente temos solução A, B e C. Se não der a solução A, vamos para a B ou a C. Mas para o planeta não temos todos esses planos. Nós temos um só planeta. Se nós não fizermos o que temos que fazer para melhorar esse planeta, não o teremos mais. Não é só a língua que nos une. Nós temos problemas similares: queimadas, estradas, construção de edifícios, desmatamento, perda da biodiversidade. Mas, estamos trabalhando unidos”, afirmou a ministra da Angola ao ressaltar a importância das discussões ao longo do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa

    O evento é organizado pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.

    Programação

    Integrado à agenda preparatória da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o congresso tem como tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver”

    A programação conta com painéis temáticos, oficinas, minicursos, conferências, sessões de apresentação de trabalhos científicos, pôsteres e materiais audiovisuais, visitas a comunidades locais, além do lançamento de livros e atividades culturais que valorizam a sociobiodiversidade amazônica. 

    Toda a programação está articulada em cinco temáticos eixos que irão compor a Carta de Manaus, documento político-pedagógico que será construído durante o congresso. Os eixos abordam desde os compromissos internacionais com as políticas públicas de educação ambiental até o papel das comunidades tradicionais e da justiça climática global e local. 

    As atividades do Congresso seguem até sexta-feira (25) com a presença de 1,6 mil pessoas inscritas.

    Camila Carvalho, assessoria de imprensa do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental de Países e Comunidades de Língua Portuguesa

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  • Solenidade de abertura de congresso de educação ambiental de língua portuguesa reúne autoridades  em solenidade de abertura

    Solenidade de abertura de congresso de educação ambiental de língua portuguesa reúne autoridades  em solenidade de abertura

    Organizado pela Rede Lusófona de Educação Ambiental, evento contou com fala da ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva

    A necessidade de cooperação entre os países para viabilizar a sustentabilidade foi destacada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, uma das convidadas para a abertura do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa. A cerimônia foi realizada na noite de segunda-feira (21/7), em Manaus (AM), e contou com a presença de autoridades e representantes da comunidade lusófona ligada à educação ambiental.

    A iniciativa, que segue até a próxima sexta-feira (25), é organizada pela Rede Lusófona de Educação Ambiental (RedeLuso), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.

    “Queremos educar para a sustentabilidade. Nos unimos e tornamos possível esse congresso de educação ambiental. Isso é uma demonstração de que é possível a cooperação”, afirmou a ministra Marina Silva.

    A fala ocorreu após a ministra analisar o contexto da geopolítica mundial. Para Marina Silva, o momento é de “olhar de baixo para cima”. “Acima de nós está o enfrentamento da mudança do clima, acima de nós está a defesa da democracia, acima de nós está o combate à desigualdade, ao racismo, ao machismo, à homofobia, isso é educar para a sustentabilidade”, acrescentou.

    A solenidade contou, ainda, com a presença do presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (Aspea) e integrante da RedeLuso, Joaquim Ramos Pinto, que destacou o momento histórico de realização do evento: “Vivemos um momento de múltiplas crises e a resposta não pode ser apenas tecnológica ou normativa, ela precisa ser educativa e transformadora.”

    Além dele, Katia Schweickardt, da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), ressaltou que o Brasil e os países africanos que falam a língua portuguesa têm origem na colonização, na desigualdade e no racismo, “e isso vem juntando a gente para lutar por justiça climática, por justiça ambiental”.

    Schweickardt explicou que o MEC tem liderado a pauta da educação ambiental de forma transversal e estrutural em todas as etapas de formação de crianças e jovens, sobretudo para “aqueles que são mais socialmente vulnerabilizados”. “Ao lado dessas pessoas, a gente vai, de fato, conseguir mostrar para o mundo a potência de quem nós somos, a potência dos povos e populações que vivem às margens dos rios e embaixo da copa das árvores, as pessoas que cuidam da floresta para que a agente possa continuar existindo como gente e como planeta”, reforçou.

    Schweickardt explicou que o MEC tem liderado a pauta da educação ambiental de forma transversal e estrutural em todas as etapas de formação de crianças e jovens, sobretudo para “aqueles que são mais socialmente vulnerabilizados”. “Ao lado dessas pessoas, a gente vai, de fato, conseguir mostrar para o mundo a potência de quem nós somos, a potência dos povos e populações que vivem às margens dos rios e embaixo da copa das árvores, as pessoas que cuidam da floresta para que a agente possa continuar existindo como gente e como planeta”, reforçou.

    Já o secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Costa Taveira, enfatizou a relevância e os desafios para a construção da educação ambiental efetiva, integrada e acessível para todos, para que contribua, de fato, com a construção de uma “cidadania crítica, sensível e coletiva”. “No estado do Amazonas, território de florestas, águas e povos diversos, a educação ambiental é um instrumento de empoderamento. É ela que fortalece o protagonismo da juventude ribeirinhas, indígenas, quilombolas e urbanas. É ela que mobiliza a sociedade na defesa da vida, do território e do bem comum”, afirmou.

    Congresso

    A iniciativa é considerada o maior evento da lusofonia voltado à temática socioambiental, com a participação de aproximadamente 1,6 mil pessoas de dez países, entre representações de governos, universidades, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais.

    A edição deste ano do congresso tem como tema Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver. As discussões a serem realizadas até sexta-feira em Manaus têm como centro a COP30, Conferência do Clima da ONU que ocorre em novembro em Belém (PA).

    Educação ambiental como política pública

    Toda a programação está articulada em cinco temáticos eixos que irão compor a Carta de Manaus, documento político-pedagógico que será construído durante o congresso. Os eixos abordam desde os compromissos internacionais com as políticas públicas de educação ambiental até o papel das comunidades tradicionais e da justiça climática global e local.

    Assessoria de Imprensa

    📍 Sala de imprensa no local do evento (C106)
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  • Evento internacional reúne em Manaus representantes de dez países para debater educação ambiental e justiça climática

    Evento internacional reúne em Manaus representantes de dez países para debater educação ambiental e justiça climática

    Com presença confirmada da ministra Marina Silva, congresso integra agenda preparatória da COP30 e reúne mais de 1,6 mil participantes entre os dias 21 e 25 de julho em Manaus

    A cidade de Manaus será palco, entre 21 e 25 de julho, do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, considerado o maior evento da lusofonia voltado à temática socioambiental. A iniciativa reunirá mais de 1,6 mil participantes de dez países, com representações de governos, universidades, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais.

    Integrado à agenda preparatória da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o congresso tem como tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver”. A programação conta com painéis temáticos, oficinas, minicursos, conferências, sessões de apresentação de trabalhos científicos, pôsteres e materiais audiovisuais, visitas a comunidades locais, além do lançamento de livros e atividades culturais que valorizam a sociobiodiversidade amazônica. “Queremos que cada participante viva experiências transformadoras, conectando-se com saberes ancestrais, práticas pedagógicas inovadoras e territórios que enfrentam diariamente os efeitos da crise climática”, afirma Marília Torales, professora da Universidade Federal do Paraná e uma das coordenadoras gerais do evento.

    Entre os destaques estão a participação da ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, na sessão oficial (21/07, 18h30) e na cerimônia de abertura (22/07, 8h), e a conferência de encerramento com o pesquisador espanhol Carlos Taibo (25/07, 16h), referência mundial em decrescimento, democracia radical e justiça climática.

    Os principais eventos (solenidade de abertura, conferência de abertura, painéis temáticos, conferência de encerramento e solenidade final) serão transmitidos ao vivo pelo canal do YouTube do evento. A transmissão da solenidade desta segunda-feira (21), que começa às 17h45 (horário de Manaus) pode ser vista aqui.

    Diversidade de vozes e territórios da lusofonia

    Mais do que um encontro acadêmico, o congresso se consolida como espaço de articulação política e pedagógica da educação ambiental nos territórios de língua portuguesa. Ao todo, 15 eventos integrados – encontros colaborativos com foco em políticas públicas, redes de sustentabilidade, educação formal e não formal, e experiências comunitárias nos países da lusofonia – antecedem a programação oficial.

    Também estão previstos mais de 70 espaços de formação com oficinas e minicursos voltados à troca de metodologias, saberes e experiências. Outro destaque será o conjunto de atividades de convivência e aprendizagem com comunidades locais (24/07), quando os congressistas poderão conhecer experiências comunitárias da região amazônica.

    Além disso, o evento conta com painéis temáticos, apresentações de comunicações científicas e materiais audiovisuais, mesas-redondas e atividades culturais.

    Educação ambiental como política pública

    Toda a programação está articulada em cinco temáticos eixos que irão compor a Carta de Manaus, documento político-pedagógico que será construído durante o congresso. Os eixos abordam desde os compromissos internacionais com as políticas públicas de educação ambiental até o papel das comunidades tradicionais e da justiça climática global e local. “O convite que a ministra Marina Silva dirige aos outros oitos países de língua portuguesa e à comunidade da Galiza simboliza o compromisso político e pedagógico do Brasil com as questões ambientais em um momento decisivo”, avalia Marcos Sorrentino, diretor de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e um dos coordenadores gerais do congresso.

    A iniciativa é organizada pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.

    Programação completa

    Site (https://www.ealusofono.org/programacao) ou documento (https://bit.ly/3Gzh3Hp

    Assessoria de Imprensa
    📍 Sala de imprensa no local do evento
    📞 Hendryo André | 41 99700-7652
    📧 hendryoandre@gmail.com 
    📸 Materiais de apoio: https://bit.ly/4nCBPXs 
    📎 Kit de identidade visual: https://bit.ly/3GfbsWR 
    🌐 https://www.ealusofono.org 

  • Transporte oficial do Congresso garante deslocamento entre hotéis, sede do evento e espaço cultural

    Transporte oficial do Congresso garante deslocamento entre hotéis, sede do evento e espaço cultural

    Ônibus executivos circularão entre os dias 21 e 25 de julho; só poderão embarcar participantes devidamente inscritos no VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa

    A organização do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa disponibilizará, gratuitamente, serviço de transporte oficial para os congressistas inscritos. Os ônibus circularão entre os hotéis credenciados, a sede do evento — Fundação Matias Machline — e o Centro Cultural Povos da Amazônia, entre os dias 21 e 25 de julho, conforme horários definidos.

    Os ônibus são do tipo executivo, com capacidade para 44 passageiros sentados, climatizados e com seguro total. Só será permitido o embarque de participantes que estiverem devidamente inscritos no evento. Os veículos sairão pontualmente dos pontos de embarque, sendo recomendável que os participantes estejam prontos com, no mínimo, 15 minutos de antecedência.

    Nos dias 22, 23 e 25 de julho, a programação do congresso será dividida entre dois espaços: Fundação Matias Machline (durante o dia) e Centro Cultural Povos da Amazônia (à noite). Por isso, os traslados incluirão deslocamento entre as duas instituições.

    Confira os pontos e horários do transporte oficial:

    21 de julho (segunda-feira)

    Saída: 16h00
    – 5 ônibus saem do Hotel Vieiralves com destino à Fundação Matias Machline
    – 5 ônibus saem do Hotel Millenium com destino à Fundação Matias Machline

    Retorno: 22h00
    – Saindo da Fundação Matias Machline para os respectivos hotéis.

    22 e 23 de julho (terça e quarta-feira)

    Saída: 7h30
    – 5 ônibus saem do Hotel Vieiralves com destino à Fundação Matias Machline
    – 5 ônibus saem do Hotel Millenium com destino à Fundação Matias Machline

    Saída: 18h00
    – Deslocamento da Fundação Matias Machline para o Centro Cultural Povos da Amazônia

    Retorno: 21h00
    Centro Cultural Povos da Amazônia para os respectivos hotéis.

    25 de julho (sexta-feira)

    Saída: 7h30
    – 5 ônibus saem do Hotel Vieiralves com destino à Fundação Matias Machline
    – 5 ônibus saem do Hotel Millenium com destino à Fundação Matias Machline

    Retorno: 21h00
    Partindo da Fundação Matias Machline para os respectivos hotéis.

  • Receita Federal doa mochilas apreendidas a congresso de educação ambiental

    Receita Federal doa mochilas apreendidas a congresso de educação ambiental

    Ação conjunta de órgãos públicos transforma mercadoria irregular em símbolo da luta por justiça climática e educação popular; cada congressista receberá uma mochila

    Uma carga de mochilas apreendida pela Receita Federal acaba de ganhar um novo significado: símbolo da resistência socioambiental, da educação transformadora e da construção de um futuro comum. Ao invés de serem descartadas, as mochilas foram doadas para uso pedagógico e serão entregues a todos os participantes do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, que acontece entre os dias 21 e 25 de julho, na Fundação Matias Machline, em Manaus (AM).

    A origem das mochilas revela a complexidade do sistema global de produção e consumo. Fabricadas na Ásia para uma grande empresa europeia, foram apreendidas em um porto do Sul do Brasil por irregularidades fiscais. A sonegação impediu que os impostos fossem revertidos para políticas públicas como educação, saúde e meio ambiente.

    A virada na história aconteceu quando uma educadora ambiental, atuante no Programa Itaipu Mais Que Energia, enxergou uma possibilidade de transformação: e se essas mochilas, produto de um sistema marcado por desigualdades, pudessem servir à educação ambiental popular?

    A proposta mobilizou diferentes instituições públicas. Após meses de articulação, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Receita Federal e a Itaipu Binacional viabilizaram a doação. Os caminhões do Prevfogo/Ibama percorreram mais de 4 mil quilômetros para transportar as mochilas até Brasília, de onde foram encaminhadas a Manaus.

    Agora, elas chegam às mãos de mais de 1,6 mil congressistas, representando dez países da lusofonia. Mais do que brindes, as mochilas passam a carregar a história de uma luta coletiva por sociedades sustentáveis, a denúncia das cadeias globais de injustiça e o compromisso com a construção de um novo projeto civilizatório.

    “Essas mochilas, antes inseridas em uma cadeia injusta de exploração e evasão fiscal, agora vão carregar, com nossos congressistas, saberes, sonhos e ferramentas de transformação. Elas representam o que queremos com a educação ambiental popular: reverter desigualdades e fortalecer os territórios”, destaca o diretor de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e um dos organizadores gerais do evento, Marcos Sorrentino.

    A entrega também marca o compromisso do congresso com a agenda da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada no Brasil em 2025. O evento integra a preparação da sociedade civil para o encontro global, promovendo reflexões profundas sobre justiça climática, responsabilidade compartilhada e transição ecológica.

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