Autor: Hendryo André

  • Chamada Pública seleciona contribuições para obra multimídia “Vamos Virar o Jogo”

    Chamada Pública seleciona contribuições para obra multimídia “Vamos Virar o Jogo”

    Manifestação de interesse em contribuir com obra deve ser feita até 21 de agosto; obra será lançada durante a COP30, em Belém

    A organização do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa lançou, nesta quarta-feira (13), a chamada pública de contribuições para a obra multimídia Vamos Virar o Jogo: tecendo na Amazônia a Educação Ambiental pelo clima e pela vida!. O objetivo é reunir textos e produções artísticas que reflitam sobre as experiências, aprendizados e desdobramentos do Congresso, realizado em Manaus no último mês de julho, e conectá-los à preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), no âmbito da Jornada de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.

    Proposta da obra

    A publicação, de caráter político-pedagógico e coletivo, buscará valorizar múltiplas linguagens – ensaios, relatos sensíveis, produções artísticas, textos analíticos, fotografias, vídeos e áudios – que registrem a pluralidade de vozes presentes no Congresso. Entre os objetivos, estão incentivar reflexões críticas e poéticas, dar visibilidade a diferentes atores sociais, fomentar novos “pontos de parada” da Jornada de Educação Ambiental e reforçar a educação ambiental como um “imperativo ético e civilizatório” diante da emergência climática.

    Envio e formatos

    As contribuições podem ser apresentadas em forma de ensaios reflexivos, análises, relatos sensíveis ou produções artístico-literárias e visuais. Cada texto deve ter até cinco páginas (fonte Arial 12, espaçamento 1,5), podendo conter links para materiais complementares. As imagens devem ser enviadas em alta resolução. O prazo para submissão vai até 14 de setembro, mas a manifestação de interesse em contribuir para a obra deve ser realizada até 21 de agosto.

    Os interessados em participar da obra devem enviar para o endereço de email sorrentino.ea@gmail.com a manifestação de interesse. Nela, deve constar o nome dos proponentes, contato, sugestão de título e um resumo do que pretende escrever.

    Cronograma

    • Manifestação de interesse: 21 de agosto (pelo email sorrentino.ea@gmail.com)
    • Recebimento das contribuições: até 14 de setembro/
    • Análise e curadoria: 15/09 a 05/10
    • Produção final e publicação: 06 a 30 de outubro
    • Lançamento: COP30

    Estrutura da obra

    O material será organizado em blocos que vão das experiências sensíveis e estéticas vividas no Congresso até reflexões analíticas sobre sua programação, logística e impactos, além de textos que prospectem caminhos de futuro para a educação ambiental. A Carta de Manaus – Grito da Amazônia por Todos os Povos do Mundo também integrará a publicação como documento de referência.

    Organização

    A chamada é coordenada por Luiza Magalli Pinto Henriques, Henrique Pereira, Maria Henriqueta Andrade Raymundo e Marcos Sorrentino, com apoio do Comitê Editorial da revista AmbientalMente Sustentável e participação de instituições como INPA, UEA, UFAM, MMA, Universidade de Santiago de Compostela, CEIDA, entre outras.

  • Congresso pré-COP30 encerra com Carta de Manaus e reforça papel da educação ambiental diante da crise climática

    Congresso pré-COP30 encerra com Carta de Manaus e reforça papel da educação ambiental diante da crise climática

    Documento político-pedagógico reúne propostas e compromissos voltados à justiça climática e ao bem viver nos países de língua portuguesa; próximas edições do congresso serão em Timor-Leste e Angola

    O VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa chegou ao fim nesta sexta-feira (25), em Manaus (AM), consolidando-se como um marco político-pedagógico na preparação da sociedade para os desafios da crise climática. Reunindo mais de 1,6 mil participantes de dez países, o evento contou com a presença da ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva, além de representantes da pasta de Meio Ambiente dos países integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O evento somou forças à Jornada de educação ambiental para sociedades sustentáveis e responsabilidade global rumo à COP30.

    Como desdobramento dos cinco eixos temáticos debatidos ao longo da programação, o congresso culminou na apresentação da Carta de Manaus – Grito da Amazônia por todos os povos do mundo, um documento coletivo, lido pela ativista indígena e porta-voz da Rede Sustentabilidade, Vanda Witoto. A Carta reafirma a educação ambiental como um “imperativo ético e civilizatório” e propõe ações concretas para os integrantes da CPLP no enfrentamento da crise climática.

    Programação plural

    Durante cinco dias de intensa programação, o congresso promoveu oficinas, rodas de conversa, apresentações culturais, lançamento de livros, visitas a comunidades amazônicas e painéis com temas como justiça ambiental, educação crítica, participação social e bem viver. Um dos marcos foi o lançamento da Rede Planetária do Tratado de Educação Ambiental, iniciativa que reforça o compromisso com a transformação da relação entre a humanidade e a natureza.

    O coordenador da Rede Lusófona de Educação Ambiental, Joaquim Ramos Pinto, destacou o papel do congresso como ponto de convergência entre poder público, sociedade civil, academia e lideranças comunitárias. “A presença de representantes da Amazônia e dos países da CPLP permitiu uma reflexão profunda sobre os desafios locais e globais. Países como Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Timor-Leste se comprometeram a construir suas Estratégias Nacionais de Educação Ambiental, enquanto os demais atualizarão as existentes. A meta é que, até 2027, todos estejam em plena implementação”, explica.

    Outro destaque foi o Encontro de Juventudes Lusófonas, discutiu propostas para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), as Conferências Infantojuvenis, com mais de 8 mil escolas mobilizadas e um documento que será entregue ao presidente Lula para levar à COP30, e o fortalecimento dos centros de educação ambiental, com foco em ampliar seu papel nas políticas públicas. Também foi reafirmado o compromisso de levar a pauta da educação ambiental aos documentos da COP30, com protagonismo da CPLP.

    Para o diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marcos Sorrentino, o evento consolida um esforço articulado de longa data. “A educação ambiental é uma resposta ética e política aos desafios do nosso tempo. Este congresso deixou frutos concretos e simbólicos. São expressões de um movimento plural e articulado, que une conhecimento, ação e afeto rumo a uma sociedade sustentável e de responsabilidade global”, avalia ao citar o lançamento da campanha Educação ambiental vira o jogo, que destaca a educação ambiental como uma das soluções para a crise climática.

    Carta de Manaus

    Além de anunciar as duas próximas sedes do congresso (Timor-Leste, em 2027, e Angola, em 2029), a Carta de Manaus, construída de forma colaborativa, sistematizou as diretrizes discutidas e será referência para as ações até a COP30. O documento reforça o papel da ação local diante das emergências climáticas e da necessidade de fortalecer práticas de bem viver, democracia e justiça ambiental.

    Entre as diretrizes sistematizadas, estão:

    • Apelo aos ministros do Meio Ambiente da CPLP para que defendam a inclusão explícita da educação ambiental nos principais instrumentos de governança climática global;
    • O reconhecimento do protagonismo das juventudes nos processos de transformação socioambiental, com menção especial à Carta das Juventudes Lusófonas pelo Meio Ambiente e Justiça Climática, produzida no congresso como um “ato político fruto de um processo permanente de articulação”;
    • Um chamado ao financiamento contínuo, justo e descentralizado das políticas e iniciativas de educação ambiental nos países e comunidades da lusofonia.
    • A Carta também celebra o ineditismo da participação da Guiné Equatorial na edição de Manaus e reforça a importância da troca entre saberes, culturas, vivências e sabores como base para a construção de respostas plurais e enraizadas nas realidades dos povos.

    Confira o documento na íntegra.

    Texto: Fernanda Rodrigues, Hendryo André, Fernanda Amarelo e André Poletto

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  • Justiça climática e desenvolvimento humano marcam debates na manhã desta quarta-feira (23)

    Justiça climática e desenvolvimento humano marcam debates na manhã desta quarta-feira (23)

    Discussões giraram em torno de como utilizar a educação ambiental para promoção da justiça climática local e global e o desenvolvimento humano integrado com o meio ambiente

    A manhã desta quarta-feira (23) do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa foi marcada por debates sobre como a educação ambiental pode ser utilizada para promoção da justiça climática e o desenvolvimento humano integrado ao meio ambiente.

    O evento é organizado pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, na Fundação Matias Machline, e segue até a próxima sexta-feira (25/7).

    Os temas foram abordados durante os painéis “Educação ambiental e justiça climática global e local” e “Educação ambiental e desenvolvimento humano: os direitos fundamentais”, com participação de pesquisadores do Timor Leste, de Portugal, de Guiné-Bissau, de Moçambique, de Cabo Verde e do Brasil. 

    Durante as discussões do painel “Educação ambiental e justiça climática global e local”, a professora da Universidade de Aveiro e cofundadora da Common Home Of Humanity, Sara Moreno Pires, apresentou algumas experiências de Portugal referentes às mudanças climáticas e fez um alerta: “Não há justiça climática se não protegermos esse patrimônio, o nosso planeta”. 

    “Nos últimos 70 anos nós começamos a destruir tudo o que nos mantém estáveis e iniciamos um processo de destruição do planeta, da nossa casa comum. O desafio é pensar de fato o futuro, o que queremos. Estamos caminhando para um planeta extremamente ardente, um planeta que não garante a sobrevivência. Temos pouco tempo para reagir. Já estamos em uma zona de perigo”, disse a professora.

    O professor e advogado de Guiné Bissau, Catenda Djeme, também chamou a atenção para o papel primordial do conhecimento tradicional e não tradicional para equidade e inclusão social e ambiental. Para ele, a luta contra as mudanças climáticas deve considerar as necessidades das populações mais vulneráveis como as comunidades indígenas, pobres e marginalizadas.

    “A integração da educação ambiental com a justiça climática permite que as pessoas entendam as interconexões entre suas ações cotidianas e os desafios globais, promovendo um movimento mais colaborativo e justo para enfrentar a crise climática. A luta é de todos e a educação é a chave para garantir que cada indivíduo e cada comunidade tenha um papel a desempenhar nessa transformação”, defendeu. 

    Representando os jovens que participam do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, a especialista em Educação e estudante do Timor Leste, Anacleta Pinto da Silva, ressaltou que a juventude ativista pode desempenhar um papel primordial como alternativa à educação ambiental para conscientizar os demais jovens sobre a crise climática.

    Ela citou projetos exitosos no Timor Leste, desenvolvidos por jovens, voltados à educação ambiental como o “Partilha de terraços”, uma técnica alternativa para a agricultura sustentável em terras altas; “Inglês para Ecologia”, no qual foi criado um curso que permite às crianças e jovens locais aprender inglês com palavras/termos predominantemente ecológicos por conteúdo; e o “Festival Terra Madre”, para celebrar o dia internacional da “mãe Terra”. 

    Mudanças necessárias

    O técnico do Ministério da Agricultura e Meio Ambiente de Cabo Verde, João Vieira, também ressaltou a participação dos jovens para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e defendeu como as comunidades rurais podem participar do processo de preservação do ambiente natural.

    “Como atingir os ODS nas comunidades rurais? Projetos estruturantes, estratégias de adaptação/mitigação no setor de água e agricultura”, explicou. 

    Ele apresentou o impacto do fornecimento de água para segurança hídrica e alimentar das comunidades rurais em Cabo Verde. Mas, mesmo diante das dificuldades, disse que a meta é garantir a disponibilidade e a gestão sustentável de água potável e saneamento para todos.

    Para a especialista em biodiversidade e cientista de Moçambique, Alexandra Jorge, é necessário uma mudança de mentalidade para educação ambiental.

    “A mudança de mentalidade não é fácil, precisamos motivar outros a fazer juntos e mais. Apesar das diversas formas de divulgação audiovisual e das novas formas de tecnologia remota, o papel, a relevância e a necessidade de ter sempre que possível uma interação direta pessoal ainda é insubstituível”, defendeu a cientista. 

    A educadora, escritora e socióloga, Moema Viezzer, reforçou o discurso sobre uma mudança de mentalidade para que o ser humano passe a ter uma visão sistêmica do ambiente, incluindo os seres humanos, os demais habitantes do planeta e a relação de todos com a “Mãe Terra”

    “Estamos diante de um novo paradigma de reconhecer a Terra como um sujeito de direitos. Os Estados têm que dar um “basta” aos modelos que destroem a natureza. Eles precisam aderir e passar pela transição para sociedades sustentáveis com justiça social e ecológica. Juntas: uma não é alcançável sem a outra. Este é o cerne da educação ambiental”, ponderou Viezzer. 

    As discussões seguem na tarde de quarta-feira com a realização da mesa redonda “Reconexão com a natureza: artes, florestas e saúde – caminhos na educação ambiental” e uma sessão de lançamento de livros e materiais didáticos, esta última atividade no Centro Cultural Povos da Amazônia.

    Programação

    Integrado à agenda preparatória da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa tem como tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver”

    A programação conta com painéis temáticos, oficinas, minicursos, conferências, sessões de apresentação de trabalhos científicos, pôsteres e materiais audiovisuais, visitas a comunidades locais, além do lançamento de livros e atividades culturais que valorizam a sociobiodiversidade amazônica. 

    As atividades do Congresso seguem até sexta-feira (25) com a presença de 1,6 mil pessoas inscritas.

    Programação completa

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  • Congressistas participam nesta quinta de visitas comunitárias e devem se atentar aos locais de saída

    Atividades de convivência e aprendizagem ocorrem em territórios da Amazônia; transporte sairá pontualmente dos pontos informados pela organização

    Os participantes do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa realizam nesta quinta-feira (24) as atividades de convivência e aprendizagem com comunidades locais. As visitas ocorrerão em 16 diferentes territórios da Amazônia, proporcionando experiências formativas com base territorial, diálogo intercultural e contato direto com a sociobiodiversidade da região.

    Para garantir o bom andamento da programação, a Comissão Organizadora reforça que o transporte será feito em horários previamente definidos e que ônibus e embarcações sairão pontualmente. Os congressistas devem se dirigir com antecedência aos pontos de encontro indicados no documento anexado no final desta mensagem. Somente pessoas devidamente inscritas para as visitas poderão embarcar.

    A ação integra a programação oficial do evento e representa uma imersão prática nas realidades e saberes de comunidades indígenas, ribeirinhas, urbanas e instituições da região. Dicas importantes para os participantes:

    • Chegue com antecedência ao local de saída indicado;
    • Leve documentos pessoais e crachá de identificação;
    • Use roupas leves, sapatos confortáveis e protetor solar;
    • Leve garrafa de água e itens pessoais de higiene;
    • Respeite os horários e as orientações das equipes de apoio.

    As experiências envolvem espaços como o Museu da Amazônia, o Bosque da Ciência, reservas biológicas, centros comunitários, terreiros, áreas de manejo florestal e assentamentos com práticas sustentáveis.

    A lista completa de atividades confirmadas e instruções práticas está disponível no arquivo de orientações fornecido aos participantes.

  • Solenidade de abertura de congresso de educação ambiental de língua portuguesa reúne autoridades  em solenidade de abertura

    Solenidade de abertura de congresso de educação ambiental de língua portuguesa reúne autoridades  em solenidade de abertura

    Organizado pela Rede Lusófona de Educação Ambiental, evento contou com fala da ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva

    A necessidade de cooperação entre os países para viabilizar a sustentabilidade foi destacada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, uma das convidadas para a abertura do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa. A cerimônia foi realizada na noite de segunda-feira (21/7), em Manaus (AM), e contou com a presença de autoridades e representantes da comunidade lusófona ligada à educação ambiental.

    A iniciativa, que segue até a próxima sexta-feira (25), é organizada pela Rede Lusófona de Educação Ambiental (RedeLuso), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.

    “Queremos educar para a sustentabilidade. Nos unimos e tornamos possível esse congresso de educação ambiental. Isso é uma demonstração de que é possível a cooperação”, afirmou a ministra Marina Silva.

    A fala ocorreu após a ministra analisar o contexto da geopolítica mundial. Para Marina Silva, o momento é de “olhar de baixo para cima”. “Acima de nós está o enfrentamento da mudança do clima, acima de nós está a defesa da democracia, acima de nós está o combate à desigualdade, ao racismo, ao machismo, à homofobia, isso é educar para a sustentabilidade”, acrescentou.

    A solenidade contou, ainda, com a presença do presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (Aspea) e integrante da RedeLuso, Joaquim Ramos Pinto, que destacou o momento histórico de realização do evento: “Vivemos um momento de múltiplas crises e a resposta não pode ser apenas tecnológica ou normativa, ela precisa ser educativa e transformadora.”

    Além dele, Katia Schweickardt, da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), ressaltou que o Brasil e os países africanos que falam a língua portuguesa têm origem na colonização, na desigualdade e no racismo, “e isso vem juntando a gente para lutar por justiça climática, por justiça ambiental”.

    Schweickardt explicou que o MEC tem liderado a pauta da educação ambiental de forma transversal e estrutural em todas as etapas de formação de crianças e jovens, sobretudo para “aqueles que são mais socialmente vulnerabilizados”. “Ao lado dessas pessoas, a gente vai, de fato, conseguir mostrar para o mundo a potência de quem nós somos, a potência dos povos e populações que vivem às margens dos rios e embaixo da copa das árvores, as pessoas que cuidam da floresta para que a agente possa continuar existindo como gente e como planeta”, reforçou.

    Schweickardt explicou que o MEC tem liderado a pauta da educação ambiental de forma transversal e estrutural em todas as etapas de formação de crianças e jovens, sobretudo para “aqueles que são mais socialmente vulnerabilizados”. “Ao lado dessas pessoas, a gente vai, de fato, conseguir mostrar para o mundo a potência de quem nós somos, a potência dos povos e populações que vivem às margens dos rios e embaixo da copa das árvores, as pessoas que cuidam da floresta para que a agente possa continuar existindo como gente e como planeta”, reforçou.

    Já o secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Costa Taveira, enfatizou a relevância e os desafios para a construção da educação ambiental efetiva, integrada e acessível para todos, para que contribua, de fato, com a construção de uma “cidadania crítica, sensível e coletiva”. “No estado do Amazonas, território de florestas, águas e povos diversos, a educação ambiental é um instrumento de empoderamento. É ela que fortalece o protagonismo da juventude ribeirinhas, indígenas, quilombolas e urbanas. É ela que mobiliza a sociedade na defesa da vida, do território e do bem comum”, afirmou.

    Congresso

    A iniciativa é considerada o maior evento da lusofonia voltado à temática socioambiental, com a participação de aproximadamente 1,6 mil pessoas de dez países, entre representações de governos, universidades, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais.

    A edição deste ano do congresso tem como tema Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver. As discussões a serem realizadas até sexta-feira em Manaus têm como centro a COP30, Conferência do Clima da ONU que ocorre em novembro em Belém (PA).

    Educação ambiental como política pública

    Toda a programação está articulada em cinco temáticos eixos que irão compor a Carta de Manaus, documento político-pedagógico que será construído durante o congresso. Os eixos abordam desde os compromissos internacionais com as políticas públicas de educação ambiental até o papel das comunidades tradicionais e da justiça climática global e local.

    Assessoria de Imprensa

    📍 Sala de imprensa no local do evento (C106)
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  • Evento internacional reúne em Manaus representantes de dez países para debater educação ambiental e justiça climática

    Evento internacional reúne em Manaus representantes de dez países para debater educação ambiental e justiça climática

    Com presença confirmada da ministra Marina Silva, congresso integra agenda preparatória da COP30 e reúne mais de 1,6 mil participantes entre os dias 21 e 25 de julho em Manaus

    A cidade de Manaus será palco, entre 21 e 25 de julho, do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, considerado o maior evento da lusofonia voltado à temática socioambiental. A iniciativa reunirá mais de 1,6 mil participantes de dez países, com representações de governos, universidades, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais.

    Integrado à agenda preparatória da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o congresso tem como tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver”. A programação conta com painéis temáticos, oficinas, minicursos, conferências, sessões de apresentação de trabalhos científicos, pôsteres e materiais audiovisuais, visitas a comunidades locais, além do lançamento de livros e atividades culturais que valorizam a sociobiodiversidade amazônica. “Queremos que cada participante viva experiências transformadoras, conectando-se com saberes ancestrais, práticas pedagógicas inovadoras e territórios que enfrentam diariamente os efeitos da crise climática”, afirma Marília Torales, professora da Universidade Federal do Paraná e uma das coordenadoras gerais do evento.

    Entre os destaques estão a participação da ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, na sessão oficial (21/07, 18h30) e na cerimônia de abertura (22/07, 8h), e a conferência de encerramento com o pesquisador espanhol Carlos Taibo (25/07, 16h), referência mundial em decrescimento, democracia radical e justiça climática.

    Os principais eventos (solenidade de abertura, conferência de abertura, painéis temáticos, conferência de encerramento e solenidade final) serão transmitidos ao vivo pelo canal do YouTube do evento. A transmissão da solenidade desta segunda-feira (21), que começa às 17h45 (horário de Manaus) pode ser vista aqui.

    Diversidade de vozes e territórios da lusofonia

    Mais do que um encontro acadêmico, o congresso se consolida como espaço de articulação política e pedagógica da educação ambiental nos territórios de língua portuguesa. Ao todo, 15 eventos integrados – encontros colaborativos com foco em políticas públicas, redes de sustentabilidade, educação formal e não formal, e experiências comunitárias nos países da lusofonia – antecedem a programação oficial.

    Também estão previstos mais de 70 espaços de formação com oficinas e minicursos voltados à troca de metodologias, saberes e experiências. Outro destaque será o conjunto de atividades de convivência e aprendizagem com comunidades locais (24/07), quando os congressistas poderão conhecer experiências comunitárias da região amazônica.

    Além disso, o evento conta com painéis temáticos, apresentações de comunicações científicas e materiais audiovisuais, mesas-redondas e atividades culturais.

    Educação ambiental como política pública

    Toda a programação está articulada em cinco temáticos eixos que irão compor a Carta de Manaus, documento político-pedagógico que será construído durante o congresso. Os eixos abordam desde os compromissos internacionais com as políticas públicas de educação ambiental até o papel das comunidades tradicionais e da justiça climática global e local. “O convite que a ministra Marina Silva dirige aos outros oitos países de língua portuguesa e à comunidade da Galiza simboliza o compromisso político e pedagógico do Brasil com as questões ambientais em um momento decisivo”, avalia Marcos Sorrentino, diretor de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e um dos coordenadores gerais do congresso.

    A iniciativa é organizada pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.

    Programação completa

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  • Transporte oficial do Congresso garante deslocamento entre hotéis, sede do evento e espaço cultural

    Transporte oficial do Congresso garante deslocamento entre hotéis, sede do evento e espaço cultural

    Ônibus executivos circularão entre os dias 21 e 25 de julho; só poderão embarcar participantes devidamente inscritos no VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa

    A organização do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa disponibilizará, gratuitamente, serviço de transporte oficial para os congressistas inscritos. Os ônibus circularão entre os hotéis credenciados, a sede do evento — Fundação Matias Machline — e o Centro Cultural Povos da Amazônia, entre os dias 21 e 25 de julho, conforme horários definidos.

    Os ônibus são do tipo executivo, com capacidade para 44 passageiros sentados, climatizados e com seguro total. Só será permitido o embarque de participantes que estiverem devidamente inscritos no evento. Os veículos sairão pontualmente dos pontos de embarque, sendo recomendável que os participantes estejam prontos com, no mínimo, 15 minutos de antecedência.

    Nos dias 22, 23 e 25 de julho, a programação do congresso será dividida entre dois espaços: Fundação Matias Machline (durante o dia) e Centro Cultural Povos da Amazônia (à noite). Por isso, os traslados incluirão deslocamento entre as duas instituições.

    Confira os pontos e horários do transporte oficial:

    21 de julho (segunda-feira)

    Saída: 16h00
    – 5 ônibus saem do Hotel Vieiralves com destino à Fundação Matias Machline
    – 5 ônibus saem do Hotel Millenium com destino à Fundação Matias Machline

    Retorno: 22h00
    – Saindo da Fundação Matias Machline para os respectivos hotéis.

    22 e 23 de julho (terça e quarta-feira)

    Saída: 7h30
    – 5 ônibus saem do Hotel Vieiralves com destino à Fundação Matias Machline
    – 5 ônibus saem do Hotel Millenium com destino à Fundação Matias Machline

    Saída: 18h00
    – Deslocamento da Fundação Matias Machline para o Centro Cultural Povos da Amazônia

    Retorno: 21h00
    Centro Cultural Povos da Amazônia para os respectivos hotéis.

    25 de julho (sexta-feira)

    Saída: 7h30
    – 5 ônibus saem do Hotel Vieiralves com destino à Fundação Matias Machline
    – 5 ônibus saem do Hotel Millenium com destino à Fundação Matias Machline

    Retorno: 21h00
    Partindo da Fundação Matias Machline para os respectivos hotéis.

  • Receita Federal doa mochilas apreendidas a congresso de educação ambiental

    Receita Federal doa mochilas apreendidas a congresso de educação ambiental

    Ação conjunta de órgãos públicos transforma mercadoria irregular em símbolo da luta por justiça climática e educação popular; cada congressista receberá uma mochila

    Uma carga de mochilas apreendida pela Receita Federal acaba de ganhar um novo significado: símbolo da resistência socioambiental, da educação transformadora e da construção de um futuro comum. Ao invés de serem descartadas, as mochilas foram doadas para uso pedagógico e serão entregues a todos os participantes do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, que acontece entre os dias 21 e 25 de julho, na Fundação Matias Machline, em Manaus (AM).

    A origem das mochilas revela a complexidade do sistema global de produção e consumo. Fabricadas na Ásia para uma grande empresa europeia, foram apreendidas em um porto do Sul do Brasil por irregularidades fiscais. A sonegação impediu que os impostos fossem revertidos para políticas públicas como educação, saúde e meio ambiente.

    A virada na história aconteceu quando uma educadora ambiental, atuante no Programa Itaipu Mais Que Energia, enxergou uma possibilidade de transformação: e se essas mochilas, produto de um sistema marcado por desigualdades, pudessem servir à educação ambiental popular?

    A proposta mobilizou diferentes instituições públicas. Após meses de articulação, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Receita Federal e a Itaipu Binacional viabilizaram a doação. Os caminhões do Prevfogo/Ibama percorreram mais de 4 mil quilômetros para transportar as mochilas até Brasília, de onde foram encaminhadas a Manaus.

    Agora, elas chegam às mãos de mais de 1,6 mil congressistas, representando dez países da lusofonia. Mais do que brindes, as mochilas passam a carregar a história de uma luta coletiva por sociedades sustentáveis, a denúncia das cadeias globais de injustiça e o compromisso com a construção de um novo projeto civilizatório.

    “Essas mochilas, antes inseridas em uma cadeia injusta de exploração e evasão fiscal, agora vão carregar, com nossos congressistas, saberes, sonhos e ferramentas de transformação. Elas representam o que queremos com a educação ambiental popular: reverter desigualdades e fortalecer os territórios”, destaca o diretor de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e um dos organizadores gerais do evento, Marcos Sorrentino.

    A entrega também marca o compromisso do congresso com a agenda da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada no Brasil em 2025. O evento integra a preparação da sociedade civil para o encontro global, promovendo reflexões profundas sobre justiça climática, responsabilidade compartilhada e transição ecológica.

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